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Senado Debaterá Impactos da Proposta que Pode Acabar com Escala 6×1 na Trabalho

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A importante discussão acerca da jornada de trabalho no Brasil ganhará destaque no Senado Federal nesta quarta-feira, dia 1º, às 10h. O evento contará com a presença de Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, que participará de um debate dedicado aos impactos sociais e econômicos da proposta de emenda constitucional (PEC) nº 221/2019. Essa proposta visa eliminar a escala de trabalho 6×1, uma configuração amplamente utilizada em diversas profissões.

O movimento para abolir essa jornada vem gerando controvérsias, com a Abrasel expressando preocupação em relação ao fato de que a proposta desconsidera a realidade das mais de 2.700 ocupações existentes no país. A entidade defende uma abordagem que promova a liberdade de escolha e a flexibilidade nas jornadas de trabalho, ao mesmo tempo em que assegura a proteção dos direitos dos trabalhadores e a continuidade da atividade econômica.

A reunião reunirá uma variedade de stakeholders, incluindo representantes do governo federal, entidades do setor produtivo, centrais sindicais e membros da sociedade civil. Entre os nomes participantes estão os ministros Luiz Marinho e Guilherme Boulos, além de representantes da CNI, CNA, CNT, CUT, Força Sindical e Fiesp.

A Abrasel elogia a postura cautelosa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que buscou ampliar a discussão antes de qualquer votação. Essa estratégia visa assegurar que a sociedade possa compreender plenamente as implicações e viabilidades da proposta. Solmucci enfatiza que é essencial discutir mudanças desse calibre com responsabilidade, levando em consideração o impacto que podem ter sobre trabalhadores e empresas.

Embora a proposta tenha recebido destaque, impulsionado por campanhas do governo que somaram investimentos de mais de R$ 80 milhões, as informações veiculadas têm se concentrado apenas nos potenciais benefícios. Em contrapartida, a Abrasel passou a levantar questionamentos sobre os efeitos negativos que a medida poderia gerar na economia e na vida dos cidadãos.

Pesquisas de opinião indicam que a aceitação popular da proposta vem em queda. Nos últimos 70 dias, o percentual de apoio à medida diminuiu de 73% para 56%. Essa variação revela uma crescente conscientização entre a população sobre as consequências da mudança.

Vale destacar que a proibição da escala 6×1 não encontra paralelos em outros países, e uma alternativa significativa em discussão no Senado é a PEC sobre trabalho flexível. Esta abordagem, segundo Solmucci, atenderia de maneira mais eficaz as necessidades do mercado, preservando os direitos dos trabalhadores sem atrasar o progresso do país. Essa ideia de flexibilidade no trabalho tem ganhado apoio crescente, refletindo uma nova era de adaptação às realidades contemporâneas no ambiente profissional.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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