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“Bares e Restaurantes Esperam Crescimento de Faturamento na Semana Santa de 2026”

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A Semana Santa de 2026 parece prometer uma revitalização significativa para o setor de bares e restaurantes em todo o Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pela Abrasel, 63% dos proprietários esperam um aumento no faturamento durante este feriado em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse otimismo é impulsionado principalmente pela alta demanda por pescados, um consumo tradicional que costuma aumentar na Quaresma.

A maioria dos proprietários acredita que o crescimento será modesto, com 19% prevendo um aumento de até 5% nas vendas e 22% estimando uma elevação entre 6% e 10%. Porém, também existem aqueles que são mais otimistas: 12% dos entrevistados esperam que o faturamento cresça entre 11% e 20%. Um número restrito, mas significativo, de empresários acredita que poderão ver suas vendas aumentarem em até 50%, ou até mesmo superar essa marca. No entanto, 21% dos empreendedores preveem manter os mesmos níveis de vendas, enquanto 6% antecipam uma queda e cerca de 10% não abrirão suas portas no feriado.

Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, ressalta que a Semana Santa é uma oportunidade fundamental para que os empresários recuperem suas receitas em um cenário econômico desafiador. Ele afirma que essa data não apenas atrai mais clientes, mas também possibilita um planejamento de cardápios que pode ser decisivo para muitos negócios que vêm enfrentando meses de dificuldades financeiras.

Apesar do alvoroço em torno da Semana Santa, a situação financeira do setor apresenta preocupações. Em fevereiro, a porcentagem de empresas que operam com prejuízo aumentou de 23% para 33%, evidenciando uma crise de renda. Além disso, 36% das empresas estão apenas equilibrando suas contas, enquanto apenas 30% conseguiram registrar lucros.

Um obstáculo persistente é a dificuldade em repassar os aumentos de custos para os consumidores. Dados do IBGE indicam que, embora a inflação no setor de alimentação fora de casa tenha sido de 0,34% em fevereiro, isso foi inferior à inflação geral, que foi de 0,70%. Tal discrepância indica um cenário de pressão inflacionária constante. O resultado é que muitos estabelecimentos estão optando por absorver custos em vez de repassá-los, o que afeta sua margem de lucro e, consequentemente, sua saúde financeira.

Além disso, 38% das empresas reportaram atrasos em pagamentos, evidenciando um panorama de endividamento. A maior parte das dívidas está relacionada a impostos federais e estaduais, empréstimos bancários e contas de fornecedores.

Dessa forma, a combinação de altos custos, dificuldade em reajustar preços e endividamento reforça a necessidade de cautela entre os empresários. Para Solmucci, a resiliência do setor é admirável, mas a pressão financeira continua a ser uma preocupação crucial. Momentos como a Semana Santa tornam-se ainda mais relevantes na busca de recompor as receitas e garantir a sobrevivência dos negócios.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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