Na última terça-feira (31), um Elefante-marinho foi encontrado morto em Jequiá da Praia, um acontecimento que gerou comoção e preocupação entre as equipes de monitoramento e a população local. O animal apresentava ferimentos graves, incluindo traumatismo crânio-facial e uma fratura significativa no osso da face, compatíveis com um impacto causado por um objeto contundente, conforme indicado pelo laudo da necropsia. Esses achados levantam sérias suspeitas de que a morte do elefante-marinho possa ter sido provocada por intervenção humana, possivelmente configurando um crime ambiental de acordo com a legislação vigente.
O Elefante-marinho, carinhosamente nomeado de Leôncio, despertou o interesse e a atenção das comunidades costeiras e dos especialistas da região durante sua passagem pela costa alagoana. Ele havia sido monitorado de perto por um grupo dedicado, que se comprometia com a sua segurança e bem-estar. Leôncio foi avistado pela última vez em 27 de março na praia de Lagoa Azeda, antes de o relatório de sua morte ser confirmado algumas semanas depois.
A médica veterinária e consultora do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), Ana Cecília Pires, expressou seu pesar pela perda do animal, ressaltando que Leôncio era um visitante especial da costa. Ela explicou que o Elefante-marinho estava passando por um processo natural de troca de pele e pelos, momento em que necessita de descanso, mas que a curiosidade e a aproximação excessiva de pessoas acabaram gerando estresse, obrigando-o a retornar ao mar, um fator que prejudicou seu processo de recuperação.
Ivens Leão, diretor executivo do IMA/AL, declarou que o órgão está totalmente engajado nas investigações para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte do animal. Ele destacou a importância de responsabilizar os possíveis agressores caso se confirme a ação humana na morte do Leôncio.
O grupo de monitoramento é composto por profissionais de diversas instituições, incluindo médicos veterinários, biólogos, e membros de órgãos como o Ibama, ICMBio e a Universidade Federal de Alagoas, além da colaboração do Batalhão de Polícia Ambiental. Essa abordagem integrada visa não apenas investigar a morte do Elefante-marinho, mas também reforçar a proteção e a preservação da fauna da região, relembrando a comunidade da importância do respeito ao meio ambiente e aos animais que nele habitam.
Com informações e fotos da Semarh/AL













