Na última quarta-feira (27), ocorreu a inaugural reunião do Conselho Consultivo do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) em Alagoas, uma iniciativa promovida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O encontro contou com a presença de representantes de diversas áreas da sociedade e teve como foco a promoção de práticas sustentáveis e a preservação ambiental no estado.
Durante o encontro, foi apresentado um panorama das atividades realizadas nos quase dois anos de implementação do programa, incluindo informações sobre os editais voltados para a agroecologia e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Importantes detalhes sobre o monitoramento e acompanhamento dos beneficiários foram discutidos, assim como as vistorias em campo, que tiveram início em janeiro de 2025 e são realizadas semestralmente até o término dos editais. Neste momento, as equipes técnicas estão na terceira fase de inspeções, com término previsto para junho deste ano.
Um dos pontos altos da reunião foi a significativa participação feminina no programa, que atualmente engloba cerca de 80% de mulheres entre os beneficiários. Elas estão ativamente envolvidas na conservação ambiental, produção sustentável e na administração de seus territórios. Mayris Nascimento, empreendedora e ambientalista integrante do Conselho, ressaltou o papel fundamental das mulheres nas ações desenvolvidas nas comunidades, enfatizando que o estilo de vida sustentável e as práticas de cuidado com o ambiente estão muito presentes entre elas.
Gabriela Cota, assessora ambiental da Gerência de Clima e Sustentabilidade (Geclim), ressaltou a importância do encontro para refletir sobre os avanços alcançados até agora, bem como para planejar as futuras etapas do programa. Segundo ela, essa fase de introspecção é crucial para ajustar metodologias e buscar um engajamento ainda maior com a sociedade civil e o setor produtivo.
Os recursos destinados aos provedores de serviços ambientais até fevereiro de 2026 somam R$ 202.244,06, beneficiando os editais relacionados a RPPNs e Agroecologia. A criação do conselho consultivo foi considerada essencial para fortalecer a construção coletiva do programa, promovendo um diálogo proveitoso entre o governo, instituições parceiras e os cidadãos, e buscando aprimorar as políticas ambientais no estado.
Fabricy Carneiro, gerente de Mudanças Climáticas da Semarh, destacou a importância desta construção colaborativa, expressando satisfação pela reunião e ressaltando a necessidade de continuar imaginando novas possibilidades para o programa, que visa remunerar aqueles que preservam os biomas alagoanos. O PSA, estabelecido em 2023 por meio do Decreto Estadual nº 93.740/2023, já mostra os primeiros resultados significativos, com editais lançados em 2024 e monitoramentos que se iniciaram em 2025, beneficiando diversas comunidades nas regiões da Caatinga e Mata Atlântica.
Com informações e fotos da Semarh/AL












