No contexto das comemorações do Dia do Trabalho, o setor de alimentação fora do lar se destaca como um dos pilares fundamentais para a inserção e valorização do trabalho no Brasil. Atualmente, esse segmento é considerado um dos mais inclusivos do país, não apenas no que tange ao público atendido, mas também em relação à diversidade de sua força de trabalho. Com mais de cinco milhões de empregos gerados, o setor apresenta uma realidade significativa: 57,4% dessa mão de obra é composta por mulheres, tornando-se o maior empregador feminino do Brasil. Além disso, é o principal responsável pela contratação de jovens até 24 anos e o segundo que mais emprega pessoas com educação básica incompleta, superado apenas pelo agronegócio.
Taiene Righetto, sócia do Pirata Bar em Fortaleza, destaca que essa pluralidade de perfis é um dos grandes ativos do setor. A convivência de pessoas de diferentes idades, origens e experiências enriquece a experiência tanto de funcionários quanto de clientes. Essa diversidade não só melhora a comunicação interna, como também impulsiona a criatividade e a empatia, resultando em um atendimento mais qualificado e soluções rápidas para situações desafiadoras.
Além de ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho, com 39,9% dos profissionais com menos de 24 anos, o setor assume um papel social importante. Ele é capaz de integrar indivíduos que, muitas vezes, têm pouca experiência, oferecendo treinamento e oportunidades para um futuro melhor. Esse caráter pragmático do setor, que prioriza a atitude e a disposição sobre a formação acadêmica, configura uma alternativa valiosa para os jovens em busca do primeiro emprego.
Righetto salienta que o setor de alimentação também se destaca por sua função social relevante, ao possibilitar que pessoas em situações vulneráveis encontrem uma oportunidade digna de trabalho. Ele enfatiza a importância de o empreendedorismo e os estabelecimentos alimentícios se organizarem de forma a promover condições mais dignas e reconhecimento para seus trabalhadores.
Para alcançar esses objetivos, Righetto sugere que os empresários adotem práticas de gestão que valorizem a equipe, promovendo rotinas organizadas e seguras, além de investirem em capacitação contínua. O cuidado com as pessoas, que inclui o reconhecimento e o desenvolvimento de uma política de crescimento dentro da empresa, é fundamental. Isso transforma o investimento em recursos humanos em uma estratégia de sucesso, resultando em baixo turnover de pessoal e consequentemente, em um melhor desempenho empresarial.
Diante das particularidades desse setor, a discussão sobre como aprimorar as condições de trabalho e a valorização dos profissionais se torna ainda mais relevante. Em um ambiente onde a adaptabilidade e a eficiência são essenciais, o bem-estar dos colaboradores deve ser considerado um ativo estratégico a ser cultivado. Righetto conclui que uma gestão cuidadosa não apenas melhora os resultados, mas também permite um espaço para que os funcionários cresçam e se desenvolvam, contribuindo assim para a sustentabilidade a longo prazo do negócio.
Com informações e fotos da Abrasel/BR












