Na manhã de terça-feira, 14 de novembro, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) acolheu 42 aves que foram apreendidas pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. As aves estavam ocultas em uma mala de viagem que pertencia a um passageiro prestes a embarcar para São Paulo. O Cetas, um importante centro de reabilitação da fauna silvestre em Alagoas, atua em colaboração com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Entre as aves resgatadas, havia uma variedade de espécies, incluindo pintassilgos, canários, azulões, xexéus, caboclinhos, corrupiões, papa-capins e sabiás, além de saíras-sete-cores, cuja população está classificada como ameaçada de extinção. As informações fornecidas pela Polícia Federal confirmam que esses animais eram originários do município de Palmeira dos Índios.
Gabriel Marques, médico veterinário do Cetas, relatou que muitos dos animais chegaram em condições preocupantes, em parte devido ao tratamento inadequado durante o transporte. Ele explicou que as aves estavam confinadas em um espaço muito restrito, o que as levou a desenvolver estresse e agravou seu estado de saúde. Assim que foram levadas ao centro, foi realizada uma triagem minuciosa para avaliar cada indivíduo e oferecer suporte nutricional apropriado. Além disso, as aves foram mantidas em um ambiente com temperatura controlada, para favorecer sua recuperação.
O passageiro envolvido na apreensão foi autuado por transporte ilegal e maus-tratos a animais silvestres. As penalidades para essas infrações são severas, variando de acordo com a gravidade da violação e a ameaça à espécie, podendo alcançar até R$ 5 mil por animal no caso de espécies ameaçadas.
É fundamental ressaltar a importância das leis que proíbem a captura, o transporte e a comercialização de animais silvestres sem a devida autorização, uma vez que tais práticas constituem crimes ambientais. O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) reiterou que a população pode ajudar na conservação da fauna local, denunciando atividades ilegais aos órgãos responsáveis. A proteção da biodiversidade é um compromisso de todos, e ações como essa são um passo significativo para a preservação das espécies ameaçadas.
Com informações e fotos da Semarh/AL













