As estatísticas estão mostrando que as camadas mais pobres da população brasileira- aquelas que compõem as faixas D e E dos habitantes do país, que vivem em domicílios com rendas de até R$ 760 por pessoa-, estão diminuindo de tamanho, mas ainda somam um contingente expressivo de 41 milhões de humanos.
Os dados da Consultoria 4Intelligence, divulgados ontem, dão conta de que em 2025 o percentual dos integrantes das faixas D e E era de 19,4%, contra 34% registrados em 2021, em meio à pandemia da Covid-19. Atualmente, os percentuais são os menores da história, desde que a consultoria passou a monitorá-los em 2012.
O trabalho eleborado pela 4Intelligence, e agora revelado, expressa que a melhoria desses percentuais, alcançando-se o menor contingente de brasileiros nas faixas inferiores de renda, está diretamente relacionado à melhoria do mercado de trabalho, com o desemprego atingindo os menores índices históricos, caminhando para um quadro de pleno emprego.
Além disso, soma-se um conjunto de ações constantes dos programas governamentais de transferência de renda, com expressivo destaque para o Bolsa Família, que contribuíram para a redução dessas parcelas da população , e para que milhares de famílias migrassem para faixas de renda mais elevadas, além do que cerca de 5,7 milhões de famílias (correspndendo a mais de 15 milhões de pessoas) deixassem o Programa de Combate à Fome, com elevadas somas integrando-se ao mercado produtivo.
Na outra ponta da pirâmide, apesar da melhoria de vida das pessoas mais pobres, a classe A teve também elevada a sua participação no bolo econômico do país, passando de 2,7%, de 2012, para 3,8% em 2025. Nessa faixa estão todos aqueles com renda superior a R$ 7.989 por pessoa, um conjunto humano formado por mais de 8 milhões de brasileiros.
Pelo tempo decorrido, considerando-se que a comparação da elevação de renda entre os mais pobres se deu entre 2021 e 2025, verifica-se, felizmente, que o fortalecimento das camadas de baixa renda está tendo maior peso e velocidade do que entre os mais ricos.
Observa-se, por exemplo, que o percentual de domicílios na classe A cresceu de 3,9% para 4,9%, em 13 anos, enquanto nesse intervalo os domicílios das classe D e E recuaram de 25,3% para 15,8%.
Esses demonstrativos, conforme os analistas, têm a leitura de que a economia do país anda em bom caminho, no qual é possível gerar mais ganhos para os bem estabelecidos economicamente – os que formam as classes A e B_, mas que o andar de baixo deixa de ser um fundo sem poço para se transformar, com programas e ações consistentes e bem orientados, uma oportunidade para que as pessoas também possam melhorar de vida. Onde todos estão ganhando. E é isso que está acontecendo.
Mesmo diante desses fatores positivos, é necessário que os programas oficiais de amparo os mais vulneráveis e que as condições de trabalho para pequenos e médios empreendedores ganhem mais impulso, pois as diferenças de rendimento domiciliar ainda são gritantes no Brasil.
Em 2025, o rendimento domiciliar per capta médio foi estimado em R$ 453 por pessoa nas classes D e E. Enquanto isso, na classe A, o valor chega a nada menos do que 31 vezes ao valor superior registrado entre as famílias dos andares inferiores, somando R$ 14.214 por pessoa nesse grupo privilegiado.
A maior parte da população brasileira está concentrada na classe C (subdividida em C2 e C1), representando cerca de 56% dos brasileiros, com renda média, em 2025, estimada em R$ 1.140, (classe C2) e R$ 1.991, (C1).
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Por José Osmando













