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Casos de sarampo em São Paulo fazem Ministério da Saúde voltar com as vacinas | José Osmando

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O surgimento de um pequeno surto de sarampo na capital paulista, em São Bernardo do Campo e em Guarulhos, também em São Paulo, alertou o Governo Federal para a urgência de se iniciar um programa especial de vacinação, a partir da região focada, aplicando-se “dose zero” para bebês de  seis a 11 meses de vida, de 1 ano até 29 anos, e de adultos de 30 a 59 anos de idade, com a orientação a Estados e Municípios de todas as regiões do país para que também cuidem desse dever de imunização.

O cenário, tratando-se de São Paulo, preocupa pelo risco de reintrodução do vírus numa região de elevada concentração populacional, e também de baixa cobertura vacinal, isto decorrente do negacionismo propalado nos anos recentes, relativamente ao poder das vacinas e ausência do esforço de governantes locais para tornar a vacinação o meio mais eficacaz para a imunicação, que é de fato o papel que a vacina apresenta, como a história tem comprovado.

O sarampo é um doença grave, mortal, que no passado levou a muitos óbitos pelo país inteiro, além de deixar sequelas agudas e permanentes, especialmente no sistema nervoso e na visão, decorrência de inflamações e da queda brusca de imunidade. 

São Paulo com sua população imensa é por isso mesmo um foco potencializado de transmissão, com uma população que pega metrô e frequenta ambientes de muita aglomeração. Há, assim, um esforço muito grande do Ministério da Saúde para fazer crescer a vacinação e com isso tratar o mal pela raís.

Neste ano de 2026, ao todo, em todo o Brasil, já foram constatados 17 casos de sarampo, sendo 13 em São Paulo, 2 em São Bernardo do Campo, 2 Guarulhos e 1 caso no Rio de Janeiro. Mais outros 14 casos seguem sendo acompanhados nas três cidades paulistas, enquanto três foram encerrados sem risco de disseminação.

É importante relembar, por  exemplo, que no Brasil, somente no ano de  1979, a doença causou 3.386 óbitos em território nacional.

Esses quadros de gravidade praticamente sumiram do radar do Ministrério da Saúde que, fortalecido por políticas governamentais de estruturação do órgão e crescente articulação com Estados e Municípios para ações integradas, o país ganhou campanhas exitosas de vacinação em massa contra a doença, e de monitoramento permanente para impedir que esse mal voltasse a ameaçar a população, sobretudo crianças de pequena idade e idosos próximos de idade avançada. 

O retorno do sarampo representa um grave risco de saúde pública devido à 

altíssima capacidade de transmissão do vírus — uma única pessoa infectada pode contaminar até 18 indivíduos não imunizados. 

A queda nas coberturas vacinais facilita surtos que podem sobrecarregar serviços de saúde e ameaçar populações vulneráveis. 

Os alertas ocorrem especialmente devido às baixas coberturas vacinais, muito particularmente em território paulista, um comportamento danoso que começou por volta de 2016, quando houve uma trejetória de queda acentuada naquele Estado, fato que prosseguiu nos anos seguintes, muito motivado pela desatenção de governos locais.

O Brasil conquistou e mantém o certificado de eliminação  do sarampo, que chegou a ser perdido em 2029, durante o  governo de Jair Bolsonaro, após queda nonumental de cobertura nacional, identificada por organismos internacionais, com mais de 20 mil casos registrados apenas naquele ano. Em 2024, já sob o Governo do Presidente Lula, o Brasil recuperou a certificação de extinção do sarampo. Desde então, os poucos casos registrados têm sido monitorados de modo ágil, impedindo que a doença se espalhe.

Daí, a importância que essa nova etapa de vacinação que o Minstério da Saúde estabeleceu ser de grande significado. A vacinação já está sendo aplicada e vai até 1º de Setembro, com o governo admitindo a possibilidade de prorrogação, caso isso justifique.

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Por José Osmando

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