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Trump vem com mais tarifa, mas EUA convivem mais com trabalho escravo do que o Brasil | José Osmando

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O Governo Donald Trump volta-se novamente contra o Brasil e determina a aplicação de novo tarifaço sobre a importação de produtos brasileiros , agora com a incidência de 12,5% de tributos, que somados aos 25% que já estão vigorando, elevam-se a 37,5% os encargos que nossos produtores e exportadores terão que bancar.

As justificativas encontradas por Trump, dessa vez, conforme informações que lhe chegam às mãos como resultado de uma investigação conduzida pela Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, é de que haveria conivência local com trabalho escravo.

A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. 

A justificativa para que os Estados Unidos apliquem sanções ao Brasil porque nosso país seria, na visão deles,  conivente com a prática de trabalho escravo na produção de bens que chegam ao território norte-americano, é ao menos riqícula, por duas razões muito claras.

A primeira delas é que os Estados Unidos, coforme relatório da Global Slavery Index, apresentado em 2023 ao G20 pela Fundação Walk Free, importam 30 vezes mais itens listados de países sob risco de trabalho forçado do que o Brasil. Os EUA lideram esse ranking de importação de produtos suspeitos, com um volume de US$ 169,6 bilhões, enquanto o Brasil, no mesmo período analisado, importou apenas US$ 5,6 bilhões anuais.

O outro aspecto relevante, que destrói por completo a tentativa de fundamentação do Governo Trump, é que o Brasil é um dos países do planeta em que mais se dá combate ao trabalho escravo ou de situação análoga à escravidão.

Apenas no ano de 2025, nada menos do que 47 ações integradas para detectar a presernça de trabalho escravo foram realizadas em 19 Estados da Federação e mais o Distrito Federal, resultando no resgate de ao menos 215 trabalhados colhidos em situação análoga, estabelecendo-se nessa oportunidade 30 Termos de Ajuste de Conduta, 8 ações Civis Públicas, com a aplicação a empresas infratoras de mais de R$ 1 bilhão (R$ 1.073.515,000) em multas  e quase RS 408 milhões em dano moral coletivo.

No ano anterior, em agosto de 2024, a Operação Resgate 3, retirou 532 trabalhadores de condições de trabalho esdcravo contemporâneo, com mais de 70 equuipes de fiscalização atuando em 223 Estados e no Distrito Federal. Essa operação se desenvolveu em praticamente todo o território nacional, tendo o Estado de Minas Gerais como o núcleo principal dessa presença perversa de trabalho.

O Brasil, deste modo, não apenas sabe que existe, como que está presente em todo o mundo, ao se ver que a medida tomada ontem pelo Governo Trump incluiu outros 54 países além do Brasil, mas, obviamente, os EU ficando de fora, querendo dar lição de moral aos resdto do planeta.

De tudo qwue Donald Trump vem fazendo, fica uma certeza espantosa: suas ações têm caráter rigorosamentre ideológico e oportunista. No primeiro plano, para fazer valer princípios políticos da extrema direita, trazendo sob seus pés países que não rezem na sua cartilha. No outro plano, talvez até com importância superior, Trump quer influenciar o eleitorado norte-ameriano, que em novembro agora vai às urnas para as eleições parlamentares, no momento em que, no meio deu mandato presidencial, Donald Trump corre o risco de ter uma severa derrota e comprometer o resto de seu mandato presidencial.

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Por José Osmando

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