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Em defesa da soberania, Brasil salva o pix, as suas terras raras e minerais críticos | José Osmando

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Encerrado neste dia 15 o prazo de negociações dado pelo Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos, o Brasil viu anunciado hoje que prevalecerão as tarifas de 25% sobre grande lista de produtos brasileiros que forem exportados para território norte-americano. 

E o anúncio vem acompanhado de provocações feitas pelo secretário de estado ( chefe da diplomacia) daquele país, Marco Rúbio.

O gestor  da diplamacia de Trump, que na realidade atua muito mais visivelmente como o operador-mor da extrema direita dentro do Governo americano, sempre pronto a tentar interferir em assuntos de outros países, acusou o Presidente Lula de ser o responsável por esse resultado, “porque o presidente e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé.” E concluiu dizendo que “Lula colocou o seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro.”

O que Marco Rúbio afirma é prontamente desmentido pelo Governo e pelo Itamaraty, com a demonstração de que dirigentes e empresários brasileiros fizeram mais de 30 contatos com os Estados Unidos para negociar essas atrifas impostas por Trump, e que com o próprio Rúbio e com o Representante de Comércio americano, Jamieson Greer, essas tentativas de entendimento se deram em pelo menos  11 ocasiões. E todas as buscas por diálogo tiveram a iniciativa dos brasileiros, sem correspondência satisfatória por parte dos dirigentes norte-americanos.

Não é de agora que há um consenso dentro do campo da lógica, da universo da racionaldidade, de que as tarifas impostas por Trump ao Brasil têm natureza nitidamente ideológica, fundada no interesse político de favorecer a pré-candidatura bolsonarista à Presidência do Brasil, desde o fato notório de que foram Eduardo e Flávio Bolsonaro que pessoalmente, de maneira pública, se expuseram em vídeos postados em redes sociais em que aplaudiram a decisão do governante norte-americano de aplicar tarifas exorbitantes sobre os exportadores brasileiros, e também referendar a aplicação de sanções impostas a autoridades do Brasil, como a ministros do STF. A 

O terrível, mas louvável em toda essa história, é que Marco Rúbio, Trump e mesmo o escritório de representação comercial norte-americano, não conseguem esconder quais são os reais objetivos de retaliações ao Brasil, conforme a própria nota do USTR (sigla do escritório) cita: “Pix”, “ações contra big techs” e “desmatamento” (aqui, leia-se o interesse incontrolável pelas terras raras e minerais críticos que o Brasil detém).

O PIX- esse extraordinário sistema eletrônico de pagamentos on line, tem revolucionado as transações financeiras entre pessoas e empresas, tornando-se o mecanismo mais eficiente do mundo, rivalizando com métodos antigos (sobretudo com os cartões de cédito de grandes marcas norte-americanas)-, daí despertando inveja e ira de Donald Trump, que deseja interromper a dinâmica desse vitorioso  invento brasileiro.

Quanto às big techs,  todo mundo está cansado de saber do esforço de regulação que o Brasil, por seu sistema de Justiça, tem empreendido para fazer com que os donatórios (quase todos norte-americanos) das poderosas plataformas digitais se enquandrem à legislação brasileira, barrando a licensiosidade com têm atuado em território nacional, ao acolherem e propagarem  conteúdos ilícitos, disseminando ódio, calúnia, difamação e pondo em risco as instituições do país.

Quanto a “desmatamentos”, num momento em que a Amazônia brasileira registra o menor nível de devastação para um semestre em mais de dez anos, a citação do Governo Trump não é para fazer ninguém rir. É simplesmente para ser entendida como um desejo imenso que o trumpismo alimenta e manifesta pelas imensas riquezas minerais que o Brasil possui, muito espeficamente pelas nosss terras raras e minerais críticos, com o país segurando o segundo lugar mundial nas reservas desses minerais.

As acusações ao Brasil tornam-se ridículas, sendo, portanto, merecedoras de reciprocidade por parte do governo, devolvendo, na medida do possível, as injúrias e injustiças que Donald Trump insiste em aplicar ao nosso país. 

O que fica demonstrado, finalmente, é que por uma forte determinação de proteger a Soberania do Brasil, o presidente Lula, o Itamaraty, produtores e exportadores brasileiros, estão conseguindo fazer o Pix intocável, e deixar  livre de ameças de assalto as tentativas sobre nossas terras raras e minerais críticos.

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Por José Osmando

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