Desde julho de 2025- portanto há exato um ano-, Donald Trump passou a atacar o Pix e exigir restrições de seu uso, no momento em que o governo norte-americano abriu uma investigação comercial contra o Brasil. Os EUA acusam o Banco Central de concorrência desleal por favorecer o Pix em detrimento de empresas e operadoras americanas.
Um desses argumentos que Trump vinha sustentando é o de que o sistema eletrônico de pagamento brasileiro cria uma “concorrência deslegal e injusta”, sobretudo pela concentração de “gratuidade” para pessoas físicas, e no controle de tarifas, que obrigaria fornecedores estrangeiros a competir com um sistema estatal subsidiado pelo Banco Central.
Em síntese, meteram na cabeça de Donald Trump que o PIX estava sendo um grande embaraço operacional para as poderosas marcas de cartões de crédito americanas, fazendo com que pessoas e empresas passassem a escolher o PIX como mecanismo de pagamento digital ( o que se faz de forma gratuita), deixando para trás os poderosos e históricos cartões norte-americanos, que trazem custos financeiros aos seus usuários. E Trump acreditou nessa narrativa de que o PIX estava afetando a vida dos cartões e desde então, em todas as ameaças tarifárias feitas ao Brasil e nas retalizações promovidas contra autoridades brasileiras, o PIX está no alvo dos tiroteios.
Mas como “mentira tem perna curta”, o desmentido a Donald Trump acaba de surgir, publicamente, e é manifestado nada menos do que pela palavra dos próprios dirigentes do Cartão Visa ( um dos primeiros meios norte-americanos, os outros são Mastercard, América Express e Discover), informando de modo claro que “o faturamento e a rentabilidade da Visa no Brasil têm registrado altas sucessivas, impulsionadas pelo forte consumo, expansão no segmento de Pequenas e Médias Empresas(PMEs) e estratégias agressivas no mercado corporativo\(B2B. O país destaca-se como um dos mercados mais rentáveis da companhia a nível global”.
Na nota bastante explicativa que emitiu, a empresa Visa ressalta que o crescimento das operações em território brasileiro reflete diretamente em lucros expressivos para instituições parceiras e reflete-se na atuação da empresa em várias frentes.
E destaca que pequenas e médias empresas e clientes corporativos no Brasil, com foco na digitalização do segmento B2B, para eliminar cartões físicos, bem como o uso de inteligência de dados para liberação de créditos a PMEs, tornou-se um mercado que egra até 10,7 vezes mais receita aos bancos do que às pessoas físicas.
Tomando lições com o PIX, ( ao invés de olhar para visionárias ameaças, como Trump faz), o Visa dá conta de que lançou o Visa Conecta e firmou parcerias que integram soluções ao ecossistema do PIX e do Open Finance.
E, ao final de sua nota explicativa, o Visa faz uma conclusão que deve enfurecer o governante americano e todos aqueles que se somam a Trump no estímulo às sanções aplicadas contra o Brasil: “O dinamismo do mercado brasileiro tem atraído os holofotes. O avanço dos meios de pagamento instantâneos nacionais (como o PIX) e a forte atuação da empresa no país se tornaram alvos de uma investigação comercial pelo governo dos Estados Unidos (USTR) e impulsionaram resultados recordes de parceiros estratégicos de Wall Street no Brasil.”
Esse vigoroso depoimento do Cartão Visa traz à luz, três grandes verdades:
A primeira, de que o sistema eletrônio de pagamento instantânio (PIX) criado pelo Brasil é um socuesso mundial, que hoje já se encontra em fase de replicagem por 47 outros países, de diferentes regiões do mundo, no exato momento em que se apliam as relações comerciais em todos os cantos e em que se fortalece o desejo e o empenho de substituir o dólar como moeda histórica e habitual de transação nos negócios bilaterais entre nações.
O segundo ponto ( que enterra toda e qualquer tentativa de entregar o Brasil de bandeija para os Estados Unidos,incluindo suas terras raras), é que a economia brasileira atravessa uma das fases mais positivas de sua história, com vitalidade nos seus meios de produção, geração de emprego e renda, consumo e investimentos acelerados.
Por fim, que a Mentira é a mais cruel das armas que podem ser usadas na vida pública.
É impossível não enxergar que a mentira destrói a base da vida pública, que sempre terá de ser alicerçada na confiança. Quando a desinformação se normaliza, o debate cívico é corrompido, instituições perdem a credibilidade e a democracia se enfraquece. O principal perigo é transformar o espaço público em um cenário de manipulação, onde o bem comum é substituído por interesses particulares.
Infelizmente, é isso que se tem observado no Brasil, com o recrudescimento de uma polarização forçada por interesses mesquinhos comandada por agentes políticos que trabalham contra os interesses nacionais e, por objetivos eleitoreiros deploráveis, tentam trazer para o nosso o país interferência de gestão que ataca e fere a soberania do país.
E como o governo não se curva, os ataques não cessam.
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Por José Osmando













