A produção atual de carros no Brasil está sendo a mais elevada dos últimos 13 anos, levando a fabricação de automóveis e comerciais leves a terem neste ano um aumento de 8,8%, para a marca de 1,3 milhão de veículos, e os emplacamentos avançando mais de 20%, conforme dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea).
A movimentação de vendas de veículos novos e usados em 2026 deve passar da marca dos 3 milhões de unidades, um número que não era atingida desde 2014, o que constitui um crescimento de 12,1% na comparação com 2025.
Esses são os parâmetros considerados a partir do primeiro trimestre do ano. Os fabricantes de veículos no Brasil projetavam uma elevação de vendas de 2,7%, para 2026, significando que os 12,1% que vêm sendo obtidos representam uma grande e agradável surpresa até para o próprio mercado.
Não é à toa que a indústria automobilística é um termômetro importante da economia.
Por ter uma cadeia longa de produção, que envolve um leque enorme de negócios associados, com uma notável capacidade de absorção de empregos e geração de renda, esse segmento industrial vai ainda mais além, espelhando de fato o vigor da economia nacional, pois se conecta com a extração da matéria-prima (como o aço, o vidro, o setor energético, com a produção crescente de baterias elétricas), até chegar ao consumidor final, que utiliza os veículos, novos ou usados, para o seu uso pessoal, familiar, ou para suas atividades de trabalho.
Não é sem motivo, portanto, que o setor automotivo, por todas as suas variantes, representa cerca de 22% de todo o Produto Bruto Brasiloeir(PIB), sendo responsável por espalhar emprego e renda e por disseminar valor agregado à economia em geral do país.
Nesse cenário, é impossível ignorar que esse formidável desempenho do mercado automotivo nacional, o maior desde 2014, é impulsionado pela confiança que o Brasil passou a inspirar no empresariado do segmento em todo o mundo, a partir de 2023, que trouxe uma explosão dos carros eletrificados, incorporou os incentivos governamentais diretos, a exemplo do Programa Carro Sustentável, e a facilitação de crédito para a renovação de frotas.
As vendas de carros híbridos e elétricos- apenas para exemplificar-, triplicaram, impulsionadas por incentivos federais como o Programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, uma iniciativa lançada pelo Presidente Lula, com participação direta nos financiamentos de BNDES,Banco do Brasil e Caixa Econômica, que facilita a compra de carros novos com juros reduzidos e prazos especiais a profissionais do transporte, como motoristas de aplicativos, taxistas e motoristas cooperados, com linhas de crédito subsidiado.
Ganhando a adesão de montadoras do porte de Volkswagen, Chrevrolet(GM), Renault, Nissan e muitas outras, as vendas de carros elétricos, híbridos, flex ou a etanol) de até R$ 150 mil, triplicaram graças ao Move Brasil e já representam 22% do mercado.
O que está acontecendo do setor automotivo brasileiro é um sintoma claro de que quando a economia vai bem, as pessoas e as empresas contam com mais dinheiro, bons governantes estão sempre prontos a criar mecanismos de incentivos e as compras se tornam mais fáceis e plenamente possíveis. Enfim, a economia segue vigorosa e as famílias de revestem de mais poder e bem-estar.
{{#news_items.length}}
{{/news_items.length}}
Ver mais recomendações
Por José Osmando













