O Governo brasileiro juntou-se às empresas que atuam na exportação de seus produtos para as mais diversificadas partes do mundo, e isso fez aumentar substacialmente o senso de urgência na busca de novos mercados de exportação, diante da guerra comercial implantada por Donald Trump, presidente dos EUA, por meio de suas atitudes de retaliação inexplicáveis.
Os resultados dessa ação conjugada são os mais positivos possíveis, como podem ser observados no balanço relativo ao ano de 2025, quando o Brasil registrou recorde de exportação para 42 países, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Além do aumento no volume e na diversificação de produtos exportados para outros países fora o EUA e China, a exemplo de Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, os brasileiros acrescentaram outros parceiros expressivos, fazendo isso melhorar consideravelmente o desempenho nacional ante as ameaças de prejuízos determinadas por Trump.
Numa comparação entre o que as empresas brasileiras exportavam há 5 anos, entre os anos de 2020 e 2025, para os principais países, fora de Estados Unidos e China- até então os principais parceiros, registra-se um crescimento muito acentuado nessa nova relação com outros países.
Veja-se o que aconteceu nesse período, por países:
-Canadá, saiu de R$ 4.229.943,109,00, para R$ 7.251.870.870,00;
-Índia, de R$ 2.884.744.854,00, para R$ 6.865,880.767,00;
-Turquia, de R$ 2.764.624.246,00, para 4.145.459.591,00;
-Paraguai, de R$ 2.152.550.659,00, para R$ 4.012.595.283,00;
-Uruguai, de R$ 1.761.682.541,00, para R$ 3.536.539.767,00;
-Bangladesh, de R$ 1.525.172.756,00, para 2.709.978.167,00;
-Filipinas, de R$ 834.787.687,00, para 2.361.702.389,00;
-Panamá, de R$ 428.305.007,00, para R$ 1.587.220.919,00;
-Paquistão, de R$ 978.871.827,00, para 1.565.120.588,00;
-Noruega, de R$ 908.485.453,00, para R$ 1.536.222.849,00.
Esse notável desempenho do Brasil no seu comércio exterior deverá continuar se acentuando neste e nos próximos anos, pois começam a vigorar acordos comerciais bilaterais que o Presidente Lula tem firmado com várias nações, e também começou a vigorar, embora ainda provisoriamente, nesse último mês de maio, o Acordo União Europeia e Mercosul, uma vitória que era perseguida por mais de 20 anos, que elimina barreiras tarifárias entre os países integrantes dos dois blocos, e permite aos exportadores da região, com amplas e diferenciadas vantagens para nosso país, novos mercados, em melhores condições, para os produtos em exportação.
Na semana passada, por exemplo, foram aprovados pelo Congresso Nacional dois acordos do Mercosul com Singapura e Associação Europeia de Livre Comério ( a EFTA, formada por Suiça, NOruega, Islândia e Liechtenstein), que extraindo-se os tratatos relativos à parte brasileira, eleva nossa participação de 12% para 31%. O Mercosul negocia ainda acordo com o Canadá, país que passou da 10ª para a 8ª posição entre os destinos da exportações brasileiras entre 2020 e 2025.
Também há em negociação acordos com do Ministério do Desenvolvimento,da Indústria e Comércio do Brasil com os Emirados Árabes, Indon´seia, Líbano e Vietnã. Na semana passada, durante a reunião do G7, na França, o Presidente Lula dialogou coma primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sobre o início das negociações entre o Mercosul e o Japão, cuja reunião de cúpula deverá ocorrer até o final deste mês e que, mais uma vez, é muito benéfica para os brasileiros. Também se aceleram negociações entre Brasil com a Índia e o México.
Isso tudo só vem provar que enquanto Donald Trump prova do seu próprio veneno, não tendo o que lucrar com seus gestos tresloucados, o empresariado brasileiro, amparado pela liderança de Lula no cenário mundial, tem a imensa capacidade de tirar proveito de situações adversas e beneficiar-se pela força de seu empreendedorismo e visão diferenciada de mundo.
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Por José Osmando













