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61% dos Pequenos Empreendedores Misturam Contas Pessoais e Empresariais, Revela Pesquisa

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A gestão financeira em pequenos negócios, especialmente no setor de alimentação, enfrenta desafios significativos. A falta de separação entre contas pessoais e empresariais não apenas fragiliza a administração financeira, mas também expõe os empreendedores a riscos legais e contábeis. O relatório intitulado “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, realizado pelo Sebrae, indica que 61% dos empreendedores ainda recorrem às suas contas pessoais para quitar despesas da empresa. Este percentual, que se mantém praticamente inalterado em comparação ao ano anterior, evidencia uma prática que ainda não se consolidou entre os pequenos empresários do Brasil.

Esse dado revela uma verdadeira questão de gestão: a mescla de finanças pessoais e profissionais prejudica a clareza sobre o desempenho do negócio, dificultando o entendimento do fluxo de caixa e, consequentemente, a tomada de decisões estratégicas. Segundo especialistas, esse comportamento reflete um alto grau de informalidade na gestão, algo que é particularmente prejudicial no setor de alimentação, onde a precisão do controle financeiro é crucial devido à natureza dinâmica e variada de custos e receitas.

Além disso, a falta de registros organizados tem impactos diretos nos aspectos contábeis. Quando um empreendedor utiliza sua conta pessoal para cobrir despesas de sua empresa, não há um registro adequado das transações, resultando em informações financeiras imprecisas e na dificuldade de gerar relatórios contábeis confiáveis. Essa situação não apenas compromete o planejamento tributário, mas também pode deteriorar a regularidade fiscal, afetando o acesso a financiamentos — fundamental para a continuidade e expansão do negócio.

Ainda conforme o levantamento, cinco em cada dez pequenos empresários apresentam um controle financeiro considerado deficiente. Apenas 30% utilizam planilhas, enquanto 25% anotam em cadernos e 20% preferem aplicativos. Esses números revelam uma variação significativa na forma como a gestão financeira é conduzida entre as diferentes regiões do Brasil, com o Sudeste e Sul se destacando pelo uso de planilhas digitais, enquanto no Norte e Nordeste as anotações em cadernos ainda são uma prática comum.

O advogado e consultor jurídico Luiz Henrique Amaral reforça a importância de separar as finanças pessoais das contas da empresa. Ele afirma que essa distinção não apenas proporciona clareza nas transações, mas também oferece segurança jurídica e organização nas análises de desempenho. Para negócios que operam com margens apertadas e um fluxo intenso de transações diárias, como bares e restaurantes, essa separação se mostra ainda mais essencial, pois fortalece a gestão e diminui os riscos que podem ameaçar a sobrevivência do empreendimento.

Portanto, é evidente que pequenas mudanças na administração financeira podem ter um impacto profundo na sustentabilidade e no crescimento de pequenos negócios. A adoção de práticas financeiras sólidas é um passo crucial para qualquer empreendedor que deseja prosperar no mercado competitivo atual.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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