A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aloca recursos significativos para o aprimoramento e a expansão da infraestrutura de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Embrapa, em colaboração com diversas instituições parceiras, através de um modelo multiusuário. O projeto, que terá um horizonte de três anos, possui dez metas focadas na criação de tecnologias para energia renovável e insumos biológicos. Intitulado Bioinova, a iniciativa implementa uma abordagem de economia circular em biorrefinarias tropicais, buscando utilizar resíduos da cadeia de biocombustíveis para mitigar as emissões originadas na produção de biomassa.
O principal objetivo é não apenas diversificar o portfólio tecnológico em energias renováveis, mas também ajudar na formulação de políticas públicas e no fortalecimento de estratégias setoriais. Integrando capacidades de cinco unidades de pesquisa da Embrapa — incluindo a Embrapa Agroenergia, a Embrapa Agroindústria Tropical, e outras — o projeto foca em ampliar a contribuição da agricultura brasileira para a descarbonização econômica.
Nesse contexto, o projeto pretende investir em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação que transformem biomassa e resíduos agroindustriais em energia e combustíveis renováveis, resultando em benefícios ambientais e competitividade econômica. Com um financiamento de R$ 14 milhões, o Bioinova, liderado pela Embrapa Agroenergia, é peça chave para modernizar os equipamentos e fortalecer a infraestrutura da Embrapa.
Bruno Laviola, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, destaca que a iniciativa propõe uma lógica integrada de economia circular e visa maximizar a geração de evidências científicas que respaldem processos de produção sustentável, como a conversão de biorreatores para biocombustíveis avançados. O projeto também destina-se à modernização das instalações da Embrapa, com a finalidade de acelerar a entrega de soluções tecnológicas nas áreas de biohidrogênio, etanol, biometano e combustíveis sustentáveis.
Considerando a mobilização das equipes dessas cinco unidades, Guy de Capdeville, líder do projeto, ressalta que será possível adotar uma abordagem abrangente que una diferentes frentes de trabalho, abrangendo a produção de novos bioinsumos, a criação de microbiomas semiartificiais e a avaliação de sustentabilidade. Por meio desse empenho em ciência e tecnologia, espera-se uma transformação substancial nas dinâmicas do setor produtivo e um aumento da capacidade da agricultura de contribuir para a transição energética necessária nos próximos anos.
Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Bruno Laviola / Embrapa













