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Método inova mapeamento de áreas irrigadas usando Inteligência Artificial e imagens do satélite Sentinel-2

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Um novo método revolucionário está sendo implementado para mapear a variação anual de áreas agrícolas irrigadas no Brasil, utilizando índices de umidade do solo coletados a partir de imagens de média resolução do satélite Sentinel-2. Este sistema aproveita ferramentas de Inteligência Artificial para discernir se a umidade registrada é resultante de irrigação, mesmo durante períodos de chuvas, oferecendo dados precisos sobre a extensão das áreas irrigadas e suas flutuações ao longo das safras.

O desenvolvimento dessa tecnologia foi liderado pela Embrapa Territorial, em colaboração com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Até agora, cinco polos de irrigação nos estados de Goiás e Mato Grosso já foram mapeados, e os dados coletados estão sendo utilizados para desenvolver políticas públicas mais efetivas em relação à irrigação. Rafael Mingoti, analista da Embrapa, destacou a complexidade do trabalho inicial, que exige a identificação de áreas efetivamente irrigadas, diferentemente de apenas mapear a infraestrutura de irrigação existente, que pode ser ineficaz se os equipamentos estiverem desativados.

A equipe da Embrapa utilizou dados de um satélite para analisar a umidade do solo, reconhecendo que muitos agricultores dependem da irrigação durante a estação chuvosa para mitigar perdas devido a condições climáticas adversas, como os veranicos. Essa prática não se limita a Goiás; várias regiões do Brasil utilizam a irrigação para maximizar a produção agrícola, permitindo até três colheitas em um único ano.

Uma inovação importante no método é a utilização de sensoriamento remoto por radar, que permite uma medição mais precisa da área irrigada ao invés de apenas contar pixels. Isso resulta em uma representação mais acurada do contorno das terras irrigadas, eliminando erros quando o método de vetorização é aplicado.

Os resultados preliminares indicam um crescimento significativo nas áreas irrigadas, como demonstrado em um dos polos de Goiás, onde houve um aumento de 7 mil hectares entre 2023 e 2024. Essa informação não apenas avaliará as políticas públicas existentes, mas também será integrada ao Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação (Sinir).

Historicamente, a irrigação tem sido uma ferramenta essencial para o desenvolvimento regional, associada a melhores índices de desenvolvimento humano. No entanto, a falta de dados precisos para orientar políticas efetivas sempre foi um desafio. Com a criação do Atlas Irrigação pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico em 2017, foi possível mapear e entender melhor o uso de irrigação no país, possibilitando o desenvolvimento de ações que incentivam sua adoção.

Na avaliação de especialistas, a irrigação é crucial não apenas para aumentar a produção, mas também para atender à crescente demanda por segurança alimentar, assegurando uma variedade nutricional na dieta da população. A combinação de tecnologias avançadas como a utilizada pela Embrapa com políticas públicas bem estruturadas pode, portanto, transformar o cenário da agricultura no Brasil, contribuindo para um futuro mais sustentável e produtivo.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Paulo Ernani Peres Ferreira / Embrapa

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