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Pesquisa consagra o PIX e aponta que imprensa e redes sociais perdem confiança | José Osmando

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Os dados constantes de uma pesquisa do instituto Genial Quaest, detalhados ontem em primeira-mão pelo principal jornal do Rio de Janeiro, revelam o grau de confiança, e de desconfiança, na outra ponta,  que os brasileiros nutrem por instituições que estão ligadas à vida de cada um.

O resultado do trabalho é bastante interessante e pode ter consequências reais na decisão de cada brasileiro ao  votar nessas eleições gerais de outubro, podendo esse ato beneficiar ou penalizar candidatos, a depender do nível de relação e comportamento que cada manifeste publicamente em relação aos temas levantados na pesquisa.

Quem  olha os resultados e  vê o que dizem os entrevistados, por exemplo,  sobre o PIX,  e viu antes alguém que postula o voto do eleitor em algum momento posicionando-se contrário,  fezendo críticas desabonadoras ou concordando com ameaças desconstrutoras a esse mecanismo- a ponto de aplaudirem Donald Trump, presidente norte-americano, que tem falado mal desse extraordinário sistema brasileiro de pagamento instantâneo, na tentativa de substituí-lo por modelo  dos EUA-, com certeza quebrou a cara.

 Na opinião dos brasileiros ouvidos pela Genial Quaest, o PIX está consagrado. 

Ele levanta magníficos 80% de confiança total da população, 4 pontos à frente da Igreja católica(76%), 5 das Polícias Militares(75%)  e 10 pontos de vantagem sobre Militares/Forças Armadas(70%), igualmente   Esposa(o), Companheira(o)(70%).

Na outra ponta dos que expressam sua  confiança, figurando, assim, entre as instituições com menor nível de aprovação, aparecem o STF( Supremo Tribunal Federal), (50%),o Congresso Nacional (49%), os Partidos Políticos (44%), as Redes Sociais(44%(, e, finalmente, na rabeira,  os juízes de futebol (41%). 

Para aqueles que estão se acostumando a falar mal do atual sistema de votação, que vigora no Brasil desde as eleições 1996- e trouxe  o modelo revolucionário das urnas eletrônicas,  ganhou notoriedade no mundo inteiro por ser o mais completo, rápido e seguro modo de captação de divulgação dos resultados dos votos-,  também está distante de ficar bem na imagem. 

Embora não figurem entre os cinco resultados mais consagradores, as Urnas Eletrônicas têm a aprovação de 65% dos entrevistados pelo instituto. Nesse particular, situam-se bem mais distantes e confortáveis, positivamente, quando são comparadas à Imprensa, que não passa de 53% de aprovação, e em quem 46% dizem não confiar.

A  propósito, quanto ao grau dos que não confiam, as Redes Sociais (que obve só 44% entre os que Confiam), chega à vice-liderança entre os que não têm qualquer confiança, com 54% de negativo, perdendo apenas para os juízes de futebol. 

Quem também deve colocar as “barbas de molho” são os Partidos Políticos, pois além de somente 44% revelarem Confiança, 55% dizem que não têm qualquer grau de confiança. 

E como o Brasil se encontra em meio a campanha eleitoral que nos leva a uma a das maiores e importantes eleições de toda nossa história, as notícias trazidas pela pesquisa Genial Quaest são severamente preocupantes nos eixos principais:

Partidos Políticos, Congresso Nacional, STF, Imprensa e Redes Sociais são as instituições que, diretamente vinculadas ao processo eleitoral, quer sob o aspecto institucional do pleito, a formatação e acompanhamento de leis, e a informação que chega aos cidadãos _ que se espera a mais legítima e verdadeira possível-, estão todos sob a mira da desconfiança. Isso parece grave e requer olhares e atitudes enérgicas e urgentes de parte dos seus diretos protagonistas. 

O que temos presenciado, com notável frequência, é uma proliferação danosa, mesquinha, criminosa, de fontes de produção de informações falsas, de desinformação, do uso descarado das redes sociais para sua ampla difusão, até mesmo com acolhimento dessa dessa manipulação enganosa por alguns meios formais de comunicação, sem o necessário e urgente barramento e criminzação por parte dos organismos oficiais de condução das eleições.

Acho que é preciso parar com isso. 

Informações falsas, mentira, pregação da violência e do ódio, depõem contra a Democracia, fragilizando-a e abrindo espaço para os oportunistas e traidores dos princípios elementares de civilidade e convivência salutar. 

É necessário que as instituições- e nisso estão a justiça, os partidos políticos e a imprensa- se qualifiquem sempre mais, fortalecendo-se para fortalecer o país e dignificar o seu povo.

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Por José Osmando

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