A expectativa de faturamento para bares e restaurantes brasileiros durante as férias escolares de julho é otimista, com mais da metade dos empresários do setor projetando um aumento nas vendas em comparação a meses comuns. De acordo com uma pesquisa realizada pela Abrasel, 54% dos entrevistados acreditam que o faturamento irá crescer, sendo que 44% esperam uma alta de até 20%, enquanto 10% acreditam que o aumento será ainda maior.
Comparando com as férias do ano anterior, a perspectiva é igualmente positiva: 58% dos empresários acreditam que o faturamento será superior, 22% esperam estabilidade e apenas 10% anteveem uma queda. Esse otimismo é reforçado pelo impacto histórico que o mês de julho tem sobre o movimento de clientes, com 49% dos empresários classificando este período como importante ou muito importante para o desempenho de seus estabelecimentos. Entre os principais fatores que impulsionam essa expectativa estão a chegada de turistas e visitantes, citados por 49%, e mudanças nas rotinas familiares durante o recesso escolar, mencionadas por 43%.
Entretanto, essa euforia não é sentida de forma homogênea em todo o país. Em cidades menos turísticas, alguns estabelecimentos enfrentam redução no movimento, o que leva 28% dos empresários a classificar o período como pouco ou nada importante para suas receitas.
Segundo o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, o mês de julho redistribui o consumo pelo Brasil. Enquanto algumas localidades observam uma diminuição no movimento devido às viagens, cidades turísticas, como Gramado e Campos do Jordão, experimentam um aumento significativo no fluxo de visitantes, aproveitando essa sazonalidade para incrementar seu faturamento e compensar meses de baixa.
Além das férias, a Copa do Mundo está contribuindo para um cenário promissor. O campeonato tem atraído muitos clientes aos bares, especialmente durante os jogos, e a expectativa em torno da seleção brasileira eleva ainda mais o otimismo no setor.
Adicionalmente, o turismo internacional também está se destacando, com os turistas estrangeiros gastando R$ 25 bilhões no Brasil entre janeiro e maio, um valor recorde que representa um crescimento de 11% em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados do Ministério do Turismo.
Em maio, o setor já indicava sinais de recuperação, com 39% das empresas registrando lucro, 41% equilibrando receitas e despesas, e 19% reportando prejuízos. Quase metade dos estabelecimentos viu um crescimento nas vendas em comparação a abril, evidenciando uma resiliência notável em um cenário econômico desafiador, com altas de custos e margens apertadas. Apesar das dificuldades, apenas 8% dos empresários conseguiram ajustar os preços acima da inflação nos últimos 12 meses.
A pressão financeira se reflete ainda na inadimplência, com 37% dos negócios enfrentando pagamentos atrasados, sendo os tributos federais os principais débitos citados. O cenário, apesar de desafiador, mostra-se promissor com a combinação de férias, eventos esportivos e crescimento no turismo.
Com informações e fotos da Abrasel/BR













