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Divisão sobre Proibição da Escala 6×1 Revela Queda no Apoio Popular, Aponta Datafolha

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Uma recente pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pela Abrasel, evidenciou uma crescente divisão na sociedade brasileira acerca da proposta de proibição da escala de trabalho seis por um. Os dados revelam um empate técnico na percepção dos impactos que essa medida teria para as empresas: 44% dos entrevistados acreditam que ela traria mais prejuízos do que benefícios, enquanto 43% enxergam mais vantagens do que desvantagens.

Esse resultado é ainda mais significativo quando comparado a um apoio declinante à proposta. Em um levantamento anterior, 71% da população manifestava apoio à redução da jornada de trabalho, mas esse número caiu para 64% na pesquisa mais recente. É importante observar que as questões formuladas nas duas pesquisas não eram idênticas, o que pode ter influenciado as respostas dos entrevistados.

Outros estudos, como o da AtlasIntel, corroboram essa tendência, indicando que o apoio à proposta de proibição da escala 6×1 encontrou um retrocesso, com 59,4% de aprovação, além de registrar uma diminuição das manifestações favoráveis nas redes sociais entre os membros da Abrasel, que caiu de 73% para 66%. Isso sugere que, mesmo que a maioria ainda apoie a medida, surgem questionamentos à medida que as pessoas ponderam sobre suas consequências práticas no dia a dia.

Quando a discussão abrange aspectos econômicos e de consumo, 31% dos brasileiros acreditam que a proibição poderia resultar em mais prejuízos para a economia, e essa mesma proporção afirma que os consumidores também enfrentariam perdas. Embora a maioria, 54%, ainda veja perspectivas positivas, a diferença estreita indica uma opinião divida.

Além disso, a pesquisa mostra que a população tem consciência de que uma eventual diminuição dos serviços poderia afetá-los diretamente. A maioria dos entrevistados manifestou preocupação com possíveis cortes de equipes em hospitais e clínicas, além do impacto de aumentos de preços em comércios e supermercados. O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, comentou que tais dados demonstram que o debate está se tornando mais profundo e que, ao refletirem sobre os efeitos concretos da proposta, os brasileiros começam a ter dúvidas em relação à sua viabilidade.

Nesse sentido, a pesquisa envolveu 2.004 pessoas acima de 16 anos, abrangendo 137 municípios em todas as regiões do Brasil, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os resultados revelam que a percepção de impactos é bastante ampla, com apenas 2% dos entrevistados acreditando que nenhuma atividade econômica enfrentará dificuldades na adaptação a essa mudança. Essa visão se estende para os gastos diários, visto que 62% se mostraram preocupados com possíveis aumentos de preços em estabelecimentos de alimentação, sugerindo que a medida poderia afetar negativamente o orçamento familiar.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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