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Apoio ao fim da escala 6×1 cai; brasileiros pedem estudos sobre impactos econômicos

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Uma nova pesquisa realizada pela AtlasIntel revela uma diminuição no apoio popular ao fim da escala 6×1 no Brasil, apesar de ainda existir uma ligeira maioria favorável à proposta. Os dados indicam que 56,2% dos entrevistados se posicionam a favor da mudança, no entanto, esse número tem mostrado uma queda consistente, refletindo um desgaste crescente da proposta nas semanas recentes.

Em comparações anteriores, o apoio tinha alcançado até 73% em março, conforme evidenciado por pesquisas como a do DataFolha. Desde então, essa porcentagem caiu para aproximadamente 64% no início de maio. Essa trajetória de queda sugere que, à medida que as discussões sobre a iniciativa avançam, a percepção pública se transforma. No final de abril, a mesma pesquisa já havia identificado um apoio de 59,4%, indicando que o entusiasmo inicial tem se dissipado à medida que as possíveis consequências econômicas são trazidas para a conversa.

Um aspecto revelador do estudo é que, entre os que ainda apoiam a proposta, cerca de 50% mudariam de opinião caso a nova medida resultasse em aumento de preços, desemprego ou fechamento de empresas. Isso demonstra que, mesmo entre os favoráveis, o apoio é vulnerável a alterações no cenário econômico.

Os impactos financeiros são uma preocupação central para muitos. A diminuição da jornada de trabalho é frequentemente associada a um aumento nos custos operacionais das empresas, especialmente em setores como o comércio. Isso leva a expectativas em relação a consequências indesejadas: aumento nos preços, redução de horários de funcionamento e perda de postos de trabalho estão entre os principais pontos citados.

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, enfatiza que a sociedade está começando a questionar de maneira mais crítica os impactos dessa mudança. Ele observa que, enquanto o Congresso tenta apressar a votação, há um claro descompasso com a opinião pública, já que o apoio está diminuindo e se condicionando a fatores relevantes que precisam ser considerados.

Além disso, a pesquisa indica que a população tende a preferir uma abordagem cuidadosa em relação a mudanças na jornada de trabalho. Mais da metade dos entrevistados (53%) acredita que a proposta deveria ser aprovada somente após a realização de estudos que analisem os impactos econômicos. Também existe um clamor para que, se a medida for aprovada, uma transição gradual e adaptações para diferentes setores sejam implementadas.

Essa dinâmica sugere que, para que qualquer mudança significativa na legislação esteja em linha com as expectativas da população, é essencial um entendimento amplo sobre os custos e benefícios da proposta, evitando decisões apressadas sem o devido conhecimento dos impactos futuros.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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