A abordagem inovadora da metodologia EPMM (Estiolamento para Produção de Mudas e Miniestacas de Mandioca) tem mostrado grande potencial na ampliação da multiplicação de mudas de mandioca, beneficiando diversas comunidades na região Amazônica, especialmente na Terra Indígena Yanomami, que se estende pelos estados do Amazonas e Roraima. Essa técnica, desenvolvida em colaboração com o Instituto Biofábrica da Bahia, não apenas promete aumentar a produtividade, mas também implementar variedades de mandioca, banana e abacaxi com características genéticas superiores e resistência às principais doenças que afetam essas plantas.
Para garantir a adoção eficaz dessas inovações, foram estabelecidas unidades demonstrativas que visam promover a transferência de tecnologia entre os povos da região. Estas variedades foram escolhidas em conjunto com os indígenas e se alinham com seus hábitos alimentares, assegurando que o projeto seja relevante e sustentável. A iniciativa é resultado de um esforço colaborativo entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Embrapa, universidades e institutos federais, focando no fortalecimento das lideranças locais e na promoção da independência alimentar.
A EPMM destaca-se por sua capacidade de multiplicação rápida e eficaz das mudas, mediante um processo que estimula o crescimento das plantas, permitindo que uma única muda origina várias novas, ao mesmo tempo em que assegura a sanidade genética. Essa técnica é especialmente benéfica para as comunidades indígenas, muitas das quais preservam variedades específicas de mandioca que são centrais na sua alimentação. O engenheiro-agrônomo da Embrapa, Herminio Rocha, explica que essa metodologia não apenas aumentará a disponibilidade de mudas durante todo o ano, independentemente das condições climáticas, mas também pode quadruplicar o volume inicial de mudas, propiciando um impacto significativo na segurança alimentar.
O processo inclui a implementação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) e câmaras de termoterapia, que ajudarão na produção de mudas de qualidade livre de patógenos. Além disso, o projeto contempla a capacitação contínua de técnicos e extensionistas, promovendo a troca de conhecimento e a prática de técnicas adequadas para o cultivo.
Os esforços da Embrapa e de suas parceiras estão sintonizados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que diz respeito à erradicação da fome e à promoção de uma agricultura sustentável. Ao abordar as necessidades e realidades das comunidades indígenas, o projeto busca não apenas fornecer recursos, mas também empoderar os povos locais para que assumam a liderança na busca por segurança alimentar e nutricional. A esperança é que, com esta abordagem inovadora e inclusiva, as comunidades indepententes, fortalecidas, consigam um futuro mais promissor e sustentável.
Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Gabriel Tomé / Embrapa












