logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Palhaços de hospitais brasileiros reproduzem comportamentos racistas e xenofóbicos, aponta pesquisa da Uncisal.

COMPARTILHE

No dia 8 de julho de 2024, durante a comemoração do Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador, a pesquisadora Maria Rosa Silva, professora da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), teve seu estudo em destaque no Jornal da USP. O foco da pesquisa foi a atuação dos palhaços de hospitais brasileiros, especialmente no que diz respeito à reprodução de comportamentos de palhaços estrangeiros, os quais possuem práticas permeadas de racismo e xenofobia velados.

De acordo com Maria Rosa Silva, que também é palhaça voluntária do grupo de extensão universitária Sorriso de Plantão, da Uncisal e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), alguns palhaços brasileiros se espelham em práticas estrangeiras que podem carregar preconceitos étnicos, como piadas envolvendo negros e latinos. A pesquisadora ressalta a importância de revisitar as brincadeiras e vivências desses palhaços, a fim de garantir que não reproduzam condutas ofensivas em um cenário tão sensível como hospitais.

O estudo realizado por Maria Rosa foi desenvolvido entre 2021 e 2022 e resultou na tese intitulada “Rompendo o Silêncio pelo Riso: Relações hospitalares e atuação dos palhaços promotores da saúde”. Além disso, dois artigos foram publicados a partir da pesquisa, abordando os comportamentos construídos e disseminados pelos palhaços de hospital e uma análise crítica do filme “Patch Adams: o amor é contagioso”.

Ao observar a atuação de palhaços estrangeiros em comparação com os brasileiros, Maria Rosa identificou diferenças significativas, especialmente no que diz respeito à visão dos pacientes sobre o trabalho desses profissionais. Enquanto no Brasil o serviço é oferecido gratuitamente, em outros países há uma lógica mercadológica envolvida, onde os palhaços são remunerados e vistos como um produto para agradar os clientes do hospital.

A pesquisa levanta questões importantes sobre a identidade e as práticas dos palhaços de hospitais no Brasil, sugerindo adaptações que valorizem a diversidade cultural e evitem reproduzir preconceitos étnicos. Maria Rosa destaca a importância de sensibilizar os palhaços sobre sua função artística e social, ressaltando que eles não são neutros nos espaços em que atuam.

Em suma, o estudo de Maria Rosa Silva traz à tona reflexões essenciais sobre a atuação dos palhaços de hospitais, visando promover um ambiente mais acolhedor, inclusivo e livre de preconceitos nos hospitais brasileiros.

Com informações e fotos da Sesau/AL

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade