No dia 8 de maio de 2026, o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão lançou um novo fluxo de atendimento dedicado à saúde mental, resultado de um esforço colaborativo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Esta reformulação visa aprimorar a organização da assistência, promovendo uma abordagem mais eficaz e alinhada às legislações que regulamentam a saúde psiquiátrica em ambientes hospitalares.
Reconhecido como um centro de referência em atendimentos de urgência e emergência, o hospital possui leitos específicos para a saúde mental, destinados unicamente a pacientes que enfrentam crises psíquicas severas. A ideia é assegurar que apenas aqueles que necessitam de intervenções imediatas e estabilização clínica ocupem esses espaços, garantindo tanto a segurança dos pacientes quanto a eficiência do atendimento prestado.
O novo perfil assistencial foi desenvolvido para proporcionar um cuidado mais estruturado e seguro, reforçando a importância da avaliação clínica rigorosa antes da internação. O diretor médico da instituição, Pedro Andrade, enfatiza que a assistência deve ser pautada em protocolos clínicos claros e bem definidos. Ele alerta que a internação deve ser um último recurso, reservado a situações onde o manejo em outros níveis de cuidado não é viável.
As orientações recém-estabelecidas determinam que a internação em leitos de saúde mental só ocorrerá após avaliação técnica da equipe especializada, incluindo a elaboração de um diagnóstico e uma justificativa clínica detalhada. A legislação brasileira prevê três tipos de internação psiquiátrica: a voluntária, que acontece com o consentimento do paciente; a involuntária, que ocorre sem a autorização do paciente a pedido de um familiar em caso de risco; e a compulsória, que é determinada judicialmente.
Entre os critérios que podem justificar uma internação estão episódios depressivos graves, surtos psicóticos e estados de agitação psíquica que requerem monitoramento intensivo. Andrade ressalta que o espaço hospitalar para saúde mental deve ser visto como provisório, focando na estabilização de crises agudas. Após essa fase, os pacientes deverão ser encaminhados para acompanhamento ambulatorial, garantindo a continuidade do cuidado e respeitando os princípios da desospitalização.
O diretor reafirma o compromisso do hospital com um atendimento humanizado e contínuo. “Nosso objetivo é acolher e fornecer a devida intervenção, mantendo a permanência hospitalar no mínimo necessário para que possamos estabilizar o paciente e promovê-lo para o tratamento ambulatorial adequado”, conclui.
Com informações e fotos da Sesau/AL













