logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Audiência pública irá discutir irregularidades em leilão de arroz da Conab e exoneração de Neri Geller

COMPARTILHE

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados agendou para esta quarta-feira (3) uma audiência pública que promete ser intensa e reveladora. Convocada pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), a reunião vai explorar questões críticas sobre o leilão de arroz da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a recente exoneração do ex-diretor executivo, Neri Geller. Marcada para as 17 horas, o local ainda aguarda definição oficial.

No centro do debate estará Thiago José dos Santos, ex-diretor de Operações e Abastecimento da Conab. Seu depoimento é aguardado com grande expectativa, especialmente após um leilão para a importação de arroz ter sido abruptamente cancelado. O governo Lula inicialmente anunciou a aquisição de até 1 milhão de toneladas de arroz para suprir a demanda interna. No entanto, as 263,3 mil toneladas previstas no primeiro leilão não foram adquiridas, uma vez que as empresas vencedoras não demonstraram capacidade técnica para cumprir os requisitos.

Uma das empresas envolvidas, conhecida como “Queijo Minas”, levantou sérias suspeitas devido a um aumento súbito de seu capital social, que passou de R$ 80 mil para nada menos que R$ 5 milhões. “Essa empresa teve um incremento de capital sem justificativas plausíveis e isso levanta sérias dúvidas sobre sua idoneidade”, declarou Nogueira. Além disso, o deputado revelou que outras empresas sem expertise no setor, como uma locadora de veículos, foram também contempladas no leilão. “Das quatro empresas vencedoras, apenas a Zafira Trading possui histórico de atuação no comércio exterior desde 2010”, destacou o parlamentar.

O contexto não fica menos controverso quando se considera a situação climática no Rio Grande do Sul, um dos principais estados produtores de arroz. Segundo Rodolfo Nogueira, 85% da safra foi colhida antes de eventos climáticos extremos abalarem a região, implicando em uma perda estimada de apenas 15% da produção total. “Diante desses números, é difícil ver a necessidade de importar arroz”, argumentou o deputado.

Esses pontos críticos devem instigar um debate robusto, onde questões de transparência e viabilidade econômica serão esmiuçadas em detalhes. Os possíveis desdobramentos dessa audiência podem ter implicações diretas na política agrícola e de importação do país, refletindo no cotidiano de milhões de brasileiros que dependem desse alimento essencial.

A audiência certamente será acompanhada de perto por diversos setores, ansiosos para entender as decisões que moldarão o futuro do abastecimento de arroz no Brasil. As deliberações poderão trazer à tona muito mais do que questões administrativas, revelando possíveis falhas estruturais e oferecendo subsídios para melhorar a gestão de recursos públicos e o reforço da ética nas licitações governamentais.

Com informações e fotos da Câmara dos Deputados

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade