A Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratagy deu um passo significativo em direção à conclusão de seu Plano de Manejo durante uma recente oficina técnica promovida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL). Este encontro reuniu conselheiros, gestores e representantes de diversas instituições, dando continuidade a um trabalho colaborativo que começou na reunião do Conselho Gestor, onde foram apresentados os avanços dos estudos e um esboço do zoneamento da unidade.
O Plano de Manejo é um documento crucial que estabelece diretrizes para a conservação e uso do território, orientando as ações permitidas na área. Kamila Silva, gestora da unidade, enfatizou a importância da participação popular nesse processo. “Realizamos a segunda oficina de construção do Plano de Manejo da APA do Pratagy, onde discutimos o zoneamento e as regras de cada zona proposta. Essa abordagem participativa é indispensável, pois incorpora as diferentes realidades vivenciadas no território, representando um passo importante para concluir o plano”, afirmou.
Durante a oficina, os participantes foram organizados em grupos para debater os principais desafios e propor intervenções pertinentes. Essa metodologia não apenas enriqueceu as discussões, mas também refletiu uma mudança na forma de pensar o planejamento ambiental, ressignificando as relações entre os atores envolvidos.
Bruno Stefanis, diretor executivo do Instituto Biota de Conservação, destacou que esse modelo participativo torna o plano mais eficaz e sintonizado com as necessidades locais. A sua participação no processo permite que experiências concretas guiem as decisões e ajudem na formulação de normas mais condizentes com a realidade do dia a dia na unidade. “Hoje, esses planos são elaborados com a contribuição das pessoas que habitam a área, e suas vivências são fundamentais para estabelecer regras mais alinhadas a essa realidade”, disse ele.
Elane Pereira, gerente de Controle Ambiental da Casal e representante do Conselho Gestor, acrescentou que esse processo traz uma nova perspectiva sobre o território, especialmente em relação à gestão dos recursos hídricos. “Precisamos considerar a preservação ambiental e valorizar as contribuições dos conselheiros para um planejamento mais integrado”, comentou.
Valdenira Chagas, bióloga da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), sintetizou a importância do espaço proporcionado pela oficina, que deve resultar na identificação e transformação coletiva de problemas em ações concretas. “O plano de manejo é crucial para definir projetos que atendam às necessidades da unidade”, destacou.
A APA do Pratagy, criada em 1998, possui uma extensão de mais de 21 mil hectares e abrange partes dos municípios de Maceió, Rio Largo e Messias. Essa área não apenas protege remanescentes florestais, vitais para a qualidade da água na capital alagoana, mas também abriga espécies ameaçadas, como tartarugas marinhas e peixes-boi. Por ser uma zona de uso sustentável, a APA permite atividades econômicas que respeitam os princípios de preservação ambiental. A expectativa é que o Plano de Manejo da APA do Pratagy seja finalizado até o final do primeiro semestre de 2026, sob a condução participativa e o comprometimento do Conselho Gestor.
Com informações e fotos da Semarh/AL













