Clarisse Vallim viveu momentos inesquecíveis nos Jogos Sul-americanos da Juventude, realizados no Panamá em 2026. Ao desembarcar na Cidade do Panamá, com um objetivo claro de se superar, a jovem judoca conquistou mais do que esperava: o ouro na categoria -78kg. Na cerimônia de encerramento das competições de judô, Clarisse, que também foi escolhida como porta-bandeiras do Brasil, celebrou sua vitória com humildade e gratidão. “A medalha é apenas um reflexo do nosso esforço. Procurei dar o máximo, e o ouro veio”, comentou, enquanto subia ao topo do pódio.
Com o ouro de Clarisse, o Time Brasil alcançou a liderança no quadro geral de medalhas, desbancando a Venezuela. Na modalidade de judô, a equipe brasileira acumulou quatro ouros, duas pratas e um bronze, consolidando sua posição de destaque. O dia começou tenso, com Clarisse enfrentando Zaira Yuma, da Argentina, em uma disputa acirrada que se estendeu até o golden score. “A dificuldade foi o peso e a envergadura dela. Tentei imobilizá-la, mas ela escapava”, relembra a judoca. As etapas seguintes foram mais tranquilas, e Clarisse venceu por ippon, destacando-se em combates contra adversárias que eram mais compatíveis em tamanho.
A trajetória de Clarisse no judô é exemplar e tem sido marcada por conquistas significativas. Desde que se tornou campeã mundial cadete no ano anterior, a jovem de 15 anos impressiona pela dedicação inabalável. “Trabalho duro diariamente e acredito que a medalha é uma consequência. Dedico-me para que ela venha”, reforça.
Participar dos Jogos no Panamá trouxe uma série de experiências enriquecedoras para a judoca. A viagem com a equipe do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) possibilitou que Clarisse vivenciasse o espírito dos Jogos de uma maneira que ela nunca experimentara antes. Tanto que, ao ser escolhida para carregar a bandeira junto com Lavozier Marubo, outro destaque brasileiro, ela ficou emocionada e honrada.
Clarisse tem uma ligação profunda com o judô, uma herança familiar passada por seu pai e avô, também judocas. Eles a introduziram ao esporte aos quatro anos, e desde então, a paixão só cresceu. Refletindo sobre momentos de dúvida no passado, ela faz uma avaliação sincera. “Aquela pausa foi essencial para entender o quanto amo o judô. Valeu a pena e continua valendo”, conclui com entusiasmo e esperança para o futuro.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: Clarisse Vallim brilhou nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026, conquistando ouro na categoria -78kg no judô. Porta-bandeiras na cerimônia de abertura, Clarisse destacou a importância da dedicação e o amor ao esporte, herdado do pai e do avô. Com sua vitória, o Brasil alcançou a primeira posição no quadro geral de medalhas, superando a Venezuela. “A medalha é consequência do trabalho duro”, afirma a jovem de 15 anos, que começou a treinar aos 4. (Foto: Juliana Ávila/COB)












