Na quinta-feira, 14 de setembro, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), localizada em Camaçari. Este encontro marca a reativação das operações da unidade, um movimento que busca fortalecer a produção nacional de fertilizantes, diminuindo a dependência de importações e favorecendo a segurança alimentar do Brasil.
A Fafen-BA, com um investimento de R$ 100 milhões, possui uma capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que representa cerca de 5% da demanda nacional. A retomada das atividades da planta deve gerar aproximadamente 900 novos empregos diretos e 2.700 indiretos, contribuindo para o desenvolvimento econômico da região.
Os fertilizantes desempenham um papel crucial na produtividade agrícola, tornando a reativação da fábrica um passo importante na busca pela autossuficiência no setor. A unidade, que havia sido paralisada pela Petrobras em 2019 como parte de um plano de desinvestimentos, voltou a operar em janeiro deste ano, alinhando-se a uma estratégia maior de revitalização das plantas de fertilizantes nitrogenados no Brasil.
Com a produção de fertilizantes internamente, espera-se que a indústria local não só atenda às necessidades do agronegócio, mas também diminua a vulnerabilidade do setor diante de flutuações de preços internacionais. O ministro enfatizou que a reabertura da Fafen-BA é um reflexo de um compromisso com a segurança alimentar e a produtividade agrícola.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também destacou a importância da produção nacional de fertilizantes, afirmando que essa iniciativa pode garantir uma maior autonomia ao país, beneficiando diretamente o agronegócio. A meta é que, com a contribuição de várias unidades produtoras, o Brasil consiga alcançar um índice significativo de autossuficiência na produção de fertilizantes.
Recentemente, o Brasil se tornou dependente de importações, utilizando cerca de 85% de fertilizantes de fontes externas. A projeção é que, com a reativação das fábricas como a Fafen-BA e a implementação de novas unidades, a nação pode atingir até 20% do mercado interno de ureia. Com a entrada de novas plantas, espera-se um aumento desse índice para cerca de 35% no futuro.
Adicionalmente, foi lançado em 2022 o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), que visa reduzir essa dependência e alcançar entre 45% a 50% da demanda interna até 2050. O plano foca no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e na promoção da utilização de nutrientes orgânicos, além de otimizar o reaproveitamento de resíduos.
Essas iniciativas são essenciais não apenas para a economia brasileira, mas também para assegurar a segurança alimentar do país no longo prazo.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













