Uma pesquisa inovadora resultou no desenvolvimento da cultivar de batata-doce BRS Prenda, um alimento biofortificado que se destaca por seu elevado teor de carotenoides e aproximadamente 22% de amido. Esta nova variedade tem o potencial de render até 50 toneladas por hectare, com colheitas que podem ultrapassar 2 quilos por planta, desde que cultivadas em condições ideais. A BRS Prenda apresenta características agronômicas vantajosas: suas plantas são compactas e eretas, o que não apenas facilita o cultivo e a colheita, mas também proporciona uma maior resistência a pragas e doenças, reduzindo assim a necessidade de insumos agrícolas.
As batatas dessa cultivar se destacam pela casca rosada e polpa amarelo-intensa, tornando-as especialmente atrativas para o mercado gourmet. A nova cultivar será oficialmente apresentada no dia 24 de março, durante a Expoagro Afubra 2026, a maior feira de agricultura familiar do Brasil, que ocorrerá em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Este evento servirá não apenas como uma vitrine para a BRS Prenda, mas também como um ponto de conexão entre produtores e parceiros da Embrapa, que oferecerão mudas para cultivo visando a futura safra de 2026/2027.
Além de sua atratividade estética, a BRS Prenda é considerada um “superalimento” devido ao seu alto valor nutricional, com uma significativa concentração de carotenoides, que conferem benefícios à saúde. O pesquisador Luis Antônio Suíta de Castro, que liderou a pesquisa nos campos experimentais da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS), enfatiza que a cultivar foi desenvolvida para atender às demandas tanto de produtores quanto de consumidores, buscando um equilíbrio entre alta qualidade nutricional e facilidade de plantio.
Mais interessante ainda é que a nova variedade foi obtida a partir de uma seleção local no Sul do Brasil, demonstrando uma excelente adaptação às condições edafoclimáticas da região. Durante os testes realizados ao longo de oito safras, ficou evidenciada a boa resistência da BRS Prenda a pragas e doenças, além de sua capacidade de armazenagem, permitindo que as batatas mantenham a qualidade por até três meses após a colheita.
No que tange à culinária, a BRS Prenda não apenas se destaca pela aparência, mas também possui um tempo de cura que varia de 10 a 16 dias, o que resulta em uma textura e sabor aprimorados. Esse processo é vital para garantir a doçura das batatas, uma vez que os amidos se convertem em açúcares, deixando a polpa ainda mais saborosa. Por conta de todas essas características, a BRS Prenda promete não apenas enriquecer a dieta dos consumidores, mas também fortalecer a agricultura familiar, sendo uma opção viável e sustentável para os pequenos produtores.
Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Paulo Lanzeta / Embrapa












