Na última terça-feira, 16 de outubro, ocorreu em São Paulo o evento Veja Fórum Agro 2026, que reuniu especialistas, autoridades e representantes do setor agropecuário para discutir as perspectivas futuras do agronegócio no Brasil. O foco principal das discussões incluiu a ampliação das exportações, a inovação tecnológica, o crédito rural, a produtividade do setor e o aprimoramento das políticas públicas voltadas para a agropecuária.
Durante um dos painéis, intitulado “Novas oportunidades para o agro brasileiro”, o ministro da Agricultura e Pecuária destacou a relevância da agropecuária na economia do país, afirmando que este setor representa 49,5% das exportações brasileiras e é responsável por aproximadamente 32 milhões de empregos. O crescimento de 11,7% do PIB agropecuário no último ano foi evidenciado como um indicador da força e importância deste segmento econômico.
O sistema de defesa agropecuária do Brasil recebeu reconhecimento internacional, especialmente após a China e a Rússia declararem o país como livre de febre aftosa sem vacinação. O ministro enfatizou que essa validação reforça a confiança na qualidade dos produtos brasileiros e abre novas oportunidades no comércio exterior.
Entre os avanços discutidos, destacaram-se as tratativas com a China para o fornecimento de fertilizantes, que resultaram na sinalização de aumento do fornecimento a partir daquele país. Isso ajudou a estabilizar os preços da ureia no mercado interno, aliviando a pressão sobre os custos de produção agrícola.
No que diz respeito à expansão de mercados, o Brasil já alcançou 641 novas aberturas para produtos agropecuários desde o início da atual gestão, com a expectativa de atingir cerca de 700 até o final do ciclo. Além disso, a presença de adidos agrícolas brasileiros no exterior foi ampliada, passando de 29 para 40 postos estratégicos, fortalecendo as relações comerciais.
Outro tema importante abordado foi a complementaridade entre as relações comerciais do Brasil com a China e a União Europeia. Enquanto o primeiro mercado é focado em grandes volumes de commodities, o segundo busca produtos de maior valor agregado. O Brasil está investindo na sustentabilidade por meio do Plano ABC+, que visa a incorporação de novas áreas em sistemas produtivos sustentáveis com uma meta ambiciosa para a década.
O Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia também foi tema central do evento, tendo o objetivo de formar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Aproximadamente cinco mil produtos brasileiros, predominantemente do agronegócio, serão impactados positivamente por esse acordo. O secretário-executivo do Mapa destacou os benefícios já verificados em diversas cadeias produtivas, como no caso das uvas brasileiras que agora podem ser exportadas sem tarifas para o mercado europeu.
Além disso, o debate abordou o novo Plano Safra, onde foram alocados aproximadamente R$ 1,576 trilhão para o financiamento da agropecuária nos ciclos anteriores. O ministério está se preparando para o próximo Plano, com o intuito de aumentar a disponibilização de recursos e garantir maior previsibilidade aos produtores rurais. Os desafios enfrentados, como o aumento dos custos financeiros e a volatilidade global, exigem políticas robustas para assegurar a competitividade e a resiliência do agronegócio.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













