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Brasil assume presidência da Plataforma de Ação Climática na Agricultura para América Latina e Caribe

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Na última terça-feira, dia 30, o Brasil assumiu oficialmente a presidência da Plataforma de Ação Climática na Agricultura para a América Latina e o Caribe (PLACA) durante a cerimônia de abertura da Assembleia Anual, realizada em Lima, no Peru. Este importante evento, que se estende até 2 de julho, reúne representantes dos 19 países membros da plataforma, além de autoridades da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A liderança da PLACA foi passada formalmente pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, que ocupou a presidência entre julho de 2025 e junho de 2026. A escolha do Brasil para liderar este esforços foi decidida na Assembleia Anual de 2025, onde o país foi eleito por unanimidade para a copresidência da PLACA, destacando seu comprometimento com ações climáticas no setor agropecuário.

A transmissão da presidência foi marcada por um ato protocolar entre Felipe Millán, representante do Peru, e o secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, Marcelo Fiadeiro. Durante a cerimônia, Fiadeiro enfatizou a importância de dar continuidade ao trabalho realizado até então e de fortalecer a cooperação entre os países membros. Ele mencionou diversas iniciativas estratégicas que visam promover a agricultura sustentável e a segurança alimentar, ressaltando que esses fatores são cruciais na luta contra a crise climática.

Além da formalização da presidência brasileira, a Assembleia também elegeu a nova copresidência, com a Guatemala assumindo essa função durante esta gestão e tornando-se presidente da Plataforma em 2027. Outro ponto crucial da Assembleia foi a aprovação do Plano de Trabalho para o período de julho de 2026 a junho de 2027, que orientará as ações da PLACA em preparação para a COP31. As prioridades definidas incluem a expansão das oportunidades de financiamento climático especificamente voltadas para o setor agropecuário da região.

Sob a nova presidência, o Brasil trará sua experiência em promover práticas agrícolas sustentáveis e de baixa emissão de carbono, fundamentadas nos resultados do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e na atual fase do Projeto ABC+. A equipe técnica que representará o Brasil na PLACA inclui a diretora do Departamento de Produção Sustentável do Mapa, Mônica Cavalcanti, e o coordenador-geral de Irrigação e Conservação do Solo, Kleber Santos.

Mônica Cavalcanti destacou a relevância da PLACA como uma iniciativa essencial para enfrentar as mudanças climáticas na região. Com o apoio da FAO, a plataforma desempenha um papel fundamental na promoção da agricultura sustentável e na segurança alimentar, aspectos que se tornam cada vez mais imperativos à medida que o mundo busca soluções para a crise climática.

A programação da Assembleia inclui diversas sessões técnicas sobre financiamento climático e o Fundo Verde para o Clima, além de reuniões de coordenação regional. Também está prevista uma missão técnica de campo para conhecer iniciativas peruanas em agrobiodiversidade e inovação agrícola. O trabalho da PLACA é fundamental para fortalecer a resiliência climática nos sistemas agroalimentares da América Latina e do Caribe.

A PLACA, lançada durante a COP25 em dezembro de 2019, visa fomentar a cooperação regional na ação climática no setor agropecuário e está alinhada a importantes convenções internacionais e à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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