A região do Circuito das Águas Paulista, situada na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, recebeu um importante reconhecimento: a Indicação Geográfica (IG) para o café cultivado em sua área. Este marco foi oficializado recentemente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), após um processo de incentivo e monitoramento por parte das autoridades competentes no setor agrícola.
Com essa conquista, o Circuito das Águas se torna a 15ª localidade no Estado de São Paulo a obter uma Indicação Geográfica, sendo a sétima dedicada ao café. Essa tradição, que remonta à segunda metade do século XIX, é um reflexo da rica história de colonização europeia na região. O influxo de imigrantes, especialmente italianos e portugueses, desempenhou um papel crucial na introdução e no desenvolvimento da cultura cafeeira, que se consolidou com o tempo.
O café oriundo do Circuito das Águas é amplamente reconhecido por sua qualidade superior, uma característica atribuída às condições ideais de solo e altitude encontradas nas áreas de cultivo. Essas particularidades geográficas proporcionam um ambiente propício para o crescimento do grão, resultando em um produto final com sabor e aroma distintos.
A Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap) é a entidade responsável por gerenciar a Indicação Geográfica, que abrange nove municípios: Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro. Essas localidades compartilham uma cultura rica e diversificada, que contribui para a produção de cafés de excelência.
As Indicações Geográficas são consideradas ativos de propriedade intelectual, refletindo a ligação entre as características de um produto ou serviço e sua origem geográfica. Elas ressaltam a importância dos modos de produção desenvolvidos pelas comunidades locais, valorizando práticas sustentáveis e promovendo o desenvolvimento econômico da região. Com esse reconhecimento, espera-se não apenas fortalecer a identidade cafeeira do Circuito das Águas, mas também aumentar a visibilidade e o apelo comercial dos cafés produzidos na área, beneficiando todos os envolvidos na cadeia produtiva.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













