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Hipertensão em Crianças: Cardiologista Alerta para a Importância do Diagnóstico Precoce e Hábitos Saudáveis

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A hipertensão arterial, muitas vezes considerada uma preocupação exclusiva de adultos, está emergindo como uma condição preocupante também entre crianças e adolescentes. Essa realidade foi destacada por Fernanda Grossl, cardiologista pediátrica do Hospital do Coração Alagoano, que observa um aumento significativo nos diagnósticos de pressão alta nessa faixa etária. A hipertensão, comumente referida como uma “doença silenciosa”, pode passar despercebida durante anos, resultando em complicações sérias ao longo da vida.

Entre os pequenos, especialmente aqueles com menos de 12 anos, prevalece o que é conhecido como hipertensão secundária. Este tipo de hipertensão frequentemente está associado a outras condições médicas, incluindo problemas cardíacos, doenças renais ou desajustes hormonais. Por outro lado, na faixa etária de pré-adolescentes e adolescentes, a hipertensão primária se torna mais comum. Esta forma está diretamente ligada ao estilo de vida que os jovens adotam, que frequentemente inclui dietas ricas em sódio, sedentarismo e obesidade. A cardiologista enfatiza que um estilo de vida sedentário é um dos principais contribuintes para esse panorama alarmante.

Um dos maiores desafios no diagnóstico precoce da hipertensão em jovens é que os sintomas muitas vezes não se manifestam. Ao contrário dos adultos, que podem relatar dores de cabeça ou tontura, as crianças e adolescentes raramente apresentam queixas relacionadas à pressão arterial elevada. Em virtude desse quadro, a realização de exames regulares se torna crucial. É recomendada a verificação da pressão arterial em todas as consultas médicas a partir dos três anos de idade, pois essa prática simples pode ajudar a identificar problemas ainda em estágios iniciais.

A boa notícia, segundo a cardiologista, é que a hipertensão, em muitos casos, pode ser controlada e até revertida através de mudanças no estilo de vida. Abordar essa questão exige um esforço conjunto familiar, incluindo a redução do consumo de sal e a promoção de atividades físicas. “Cuidar da saúde cardiovascular desde a infância representa um investimento vital no futuro, pois pequenas mudanças no presente podem resultar em adultos mais saudáveis amanhã”, conclui Fernanda Grossl. Essa mensagem é fundamental, enfatizando a importância de hábitos saudáveis na formação de um estilo de vida duradouro.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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