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Captações de órgãos no HGE beneficiam oito pacientes, mas 600 ainda aguardam transplante em Alagoas

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No Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, duas importantes captações de órgãos realizadas nos dias 24 e 25 de maio beneficiaram oito pacientes que aguardavam por transplantes. Esses procedimentos ocorreram após a confirmação de morte encefálica de duas pessoas, mobilizando equipes da Central de Transplantes de Alagoas. A primeira doadora foi uma mulher de 35 anos, cuja morte encefálica foi diagnóstica após um acidente. Graças à coragem e solidariedade da família, foi possível realizar a doação de dois rins e duas córneas. O segundo caso envolveu um homem de 39 anos que também sofreu um acidente, resultando em grave traumatismo cranioencefálico. A sua doação incluiu um fígado, um rim e duas córneas.

Apesar desses gestos generosos que beneficiaram oito pessoas, a realidade é desafiadora: atualmente, 608 pessoas ainda aguardam por transplantes em Alagoas. Dentre elas, 554 estão esperando por córneas, 40 por rins e 14 por fígados. A coordenadora da Central de Transplantes, Daniela Ramos, destaca a necessidade urgente de aumentar o número de doadores, enfatizando a importância da sensibilização da população. O diagnóstico de morte encefálica, que é a perda total e irreversible das funções cerebrais, é feito com rigor por profissionais da saúde. Este processo envolve vários médicos e exames complementares, garantindo que o quadro do paciente seja irreversível, mesmo com o coração ainda batendo com suporte de aparelhos.

Miquéias Damasceno, diretor médico do HGE, reforçou que cada autorização familiar para doação é um ato de amor e solidariedade, capaz de transformar vidas em momentos de dor. Ele também ressaltou a importância de discutir abertamente o desejo de ser um doador em vida, pois isso poderia facilitar a decisão nas horas difíceis. A doação de órgãos não apenas salva vidas, mas também proporciona uma melhora significativa na qualidade de vida dos receptores.

Recentemente, dados do Ministério da Saúde revelaram um recorde no número de transplantes realizados no Brasil em 2025, com aproximadamente 31 mil procedimentos, representando um aumento de 21% em comparação a 2022. Entretanto, a recusa familiar continua a ser um grande obstáculo. Cerca de 45% das famílias ainda não autorizam a doação de órgãos. Portanto, é crucial que os cidadãos comuniquem sua vontade de se tornar doadores, já que a autorização familiar é um requisito essencial para que as captações possam ocorrer. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) disponibiliza equipes capacitadas para identificar potenciais doadores, prestar apoio às famílias e garantir que todo o processo seja realizado com respeito e segurança, conforme os protocolos nacionais estabelecidos.

Com informações e fotos da Sesau/AL

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