O Comitê Olímpico do Brasil (COB) deu um passo significativo na promoção da saúde mental dentro de sua organização ao conduzir um diagnóstico sistemático sobre os riscos psicossociais enfrentados por seus colaboradores. Essa análise, realizada em março pelo Grupo de Trabalho em Saúde Mental, foi inovadora e utilizou um instrumento internacionalmente reconhecido, devidamente adaptado ao contexto brasileiro. A pesquisa foi conduzida ao longo de três semanas através de uma plataforma especializada em saúde mental, obtendo adesão de cerca de 60% dos profissionais.
O objetivo principal do levantamento foi entender os fatores que incentivam o engajamento das equipes e identificar riscos ao bem-estar e ao desempenho organizacional. Entre as dimensões analisadas estavam carga de trabalho, autonomia, suporte das lideranças, reconhecimento, segurança no trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e indicadores de saúde mental. Segundo Aline Wolff, psicóloga do COB, o foco é identificar elementos que funcionam como proteção e os pontos vulneráveis que poderiam impactar tanto o bem-estar individual quanto a eficácia organizacional.
A partir dos resultados obtidos, o COB desenvolveu um plano de ação contínuo para promover um ambiente de alta performance sustentável. Esse plano visa assegurar a proteção da saúde mental e reduzir os riscos identificados. As prioridades incluem fortalecer o suporte às lideranças, promover o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, e aumentar o acesso aos serviços de apoio emocional. Aline Wolff afirma que o objetivo é garantir que a alta performance exigida pelo COB seja sustentável, mantendo o que já é eficaz e cuidando das vulnerabilidades destacadas pela pesquisa.
O plano está dividido em três fases ao longo de um ano. Inicialmente, serão implementadas ações imediatas, como grupos de escuta por área, workshops para lideranças sobre primeiros socorros psicológicos e uma comunicação mais clara sobre os canais de suporte. A segunda fase pretende introduzir programas estruturais, como formação de lideranças com foco em saúde mental e segurança psicológica, além de iniciativas para reconhecimento e desenvolvimento de carreira. Na terceira etapa, haverá uma reavaliação dos indicadores com uma nova pesquisa para mensurar a evolução e consolidar práticas de melhoria contínua.
A reavaliação está prevista para o segundo semestre de 2026, com um relatório de impacto a ser apresentado à alta gestão até o final do ano. A ideia é transformar esse processo em uma prática permanente. Com isso, o COB aspira incorporar a saúde mental de forma contínua e sistemática na rotina de gestão de pessoas, promovendo um ambiente organizacional mais saudável e eficiente. É um compromisso com o bem-estar e a excelência nas operações do comitê.
Com informações do Comitê Olimpico do Brasil
Legenda Foto: O Comitê Olímpico do Brasil (COB) inicia nova fase em saúde mental com foco em bem-estar e performance sustentável. Em março, realizou uma avaliação inédita de riscos psicossociais com seus colaboradores, utilizando instrumento internacional adaptado ao Brasil. A pesquisa contou com 60% de adesão, analisando fatores como carga de trabalho e equilíbrio vida-trabalho. Baseado nos resultados, o COB desenvolveu um plano contínuo de ações para fortalecer lideranças, promover equilíbrio e aumentar o acesso aos serviços de apoio emocional, estruturado em três fases ao longo de 12 meses. A reavaliação está prevista para 2026. Foto: Não mencionada.












