Na última segunda-feira, dia 18, foi realizado o lançamento do relatório “Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025”, uma iniciativa da Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). Este evento teve lugar na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Brasília, e marca um momento significativo, sendo a primeira vez que o relatório é lançado no Brasil. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) foi o responsável pela organização.
Nesta sexta edição, o documento compila evidências científicas e dados coletados de diversos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais, além de centros de pesquisa e instituições que colaboram com o sistema da ONU. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, enfatizou a relevância do relatório como uma ferramenta vital para o fortalecimento das ações relacionadas à adaptação e prevenção às mudanças climáticas. Ela descreveu a publicação não apenas como um produto científico, mas também como um apelo à ação, que demanda iniciativas para melhorar as observações meteorológicas, investir em serviços climáticos e garantir que as informações necessárias cheguem a quem mais precisa.
Durante a cerimônia, o destaque recaiu sobre a importância do trabalho do Inmet na geração de informações climáticas críticas. Foram mencionados três pilares fundamentais para a resiliência climática: mitigação, adaptação e sustentabilidade. O plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, implementado no Brasil desde 2010, foi citado como um exemplo de política pública voltada à sustentabilidade. As metas estabelecidas pelo plano envolvem a adoção de tecnologias sustentáveis, como a recuperação de pastagens degradadas e a integração de sistemas agrícolas, que ajudaram a mitigar os impactos climáticos.
O climatologista José Marengo, que apresentou o relatório, trouxe dados alarmantes sobre as tendências climáticas, como o aumento das temperaturas e a perda de extensão das geleiras nos Andes, que representam riscos diretos à segurança hídrica regional. Ele também alertou para o aumento do nível do mar e a intensificação de eventos climáticos extremos, como chuvas torrenciais e ondas de calor.
Além disso, a secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Anna Flávia Sena, reforçou a necessidade de relatórios científicos para guiar políticas públicas eficazes. A importância da conscientização sobre as mudanças climáticas foi destacada, evidenciando que a desinformação é uma barreira que deve ser superada.
Diante deste cenário desafiador, a modernização do sistema meteorológico brasileiro tem sido uma prioridade. O governo está investindo na ampliação da capacidade operacional do setor, com a meta de instalar 977 estações meteorológicas automáticas até junho de 2027. Essa modernização permitirá leituras mais frequentes, de até 10 minutos, facilitando respostas rápidas a desastres naturais.
O evento destacou a importância da colaboração entre países e instituições para enfrentar os desafios crescentes impostos pelas mudanças climáticas e eventos extremos, com especialistas e autoridades ressaltando a necessidade de união e ação conjunta.
Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária













