logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Movimentação de passageiros estrangeiros no Nordeste cresce 32,8% em quatro meses | José Osmando

COMPARTILHE

A movimentação de passageiros nos aeroportos do Nordeste brasileiro, entre janeiro e abril deste ano, foi a maior de toda a história da aviação na região para um quadrimestre, superando, pela primeira vez, mais de 7 milhões de viajantes somente nos voos nacionais. O crescimento nesses quatro meses foi de 10,2% na comparação com igual quadrimestre de 2025. 

Foram exatamente 7,43 mihões que embarcaram em voos domésticos e internacionais na região. Somente em abril, os aeroportos nordestinos tiveram movimentação de 1,61 milhão de viajantes, uma alta no mês de 5,6% comparado ao mesmo mês de 2025.

E quando se fala da expansão internacional de viajantes passando pelos aeroportos nordestinos, a expansão é ainda maior. O crescimento percentual, confrontado com igual período do ano passado, foi de 32,8%, registrando o maior volume histórico desde que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) deu início a essa medição, no ano de 2000. Portanto, é o maior volume de viajantes estrangeiros em 26 anos.

No acumulado destes primeiros quatro meses de 2026, os voos internacionais reistraram 390,4 mil passageiros. Só no último mês de abril passaram pela região 77,5 mil passageiros em voos internacionais, numa alta de 13,2% relativamente ao mesmo período do ano anterior. Os dados são do relatório de Demanda e Oferta  da Anac, compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Os números reforçam o papel crescente da aviação para a integtração regional, espelha o monumental leque de belezas e riquezas que a região ostenta, o quanto o turismo e os negócios são essenciais para o desenvolvimento regional e, do mesmo modo, reforça o quanto foram acertadas as decisões governamentais de privatizar os principais aeroportos da região, sobretudo os das capitais.

A região Nordeste reúne alguns dos principais destinos turísticos do país, além de polos econômicos e logísticos expressivos e em expansão, a exemplo de fronteiras agrícolas do agronegócio, de frutificultura e energias renováveis, fatores que estão na agenda de um crescimento muito significativo, com conexão  com o restante do Brasil e várias partes do mundo.

Aeroportos como os de Recife, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande e Juazeiro do Norte(CE), estão hoje sob a gestão de concessionária privada, que têm de algum modo investido na ampliação e melhoria das estruturas, e reforçado as relações com empresas internacionais do setor, o que termina contribuindo para aumentar o fluxo. 

Outros grandes polos turísticos e de negócios, como Fortaleza e Salvador, também são operados por empresas privadas internacionais. Natal, no Rio Grande do Norte, é hoje operado pela Zurich Airport Brasil. São Luis e Teresina foram os mais recentes a integrarem o Bloco Central de privatizações e também já começam a receber melhorias.

Entre 2023 e 2026, o número de rotas internacionais ligando o Nordeste ao exterior passou de 18 para 42, e a quantidade anual de voos internacionais pulou de 2.430 para 5.390 operações ( um aumento de 2.960 voos, mais do que o dobro anterior).

Se for considerando apenas o mercado doméstico, o Aeroporto Internacional do Recife (PE) liderou a movimentação da região no primeiro quadrimestre, com 1,65 milhão de passageiros. Em seguida aparecem Salvador (BA), com 1,35 milhão; Fortaleza (CE), com 935 mil; Maceió (AL), com 532 mil; e Porto Seguro (BA), com 485 mil passageiros.

Também se destacaram os aeroportos de Natal (RN), com 441.241; João Pessoa (PB), com 331.037; São Luís (MA), com 292.598; Aracaju (SE), com 233.899; e Teresina (PI), com 198.372, reforçando a capilaridade da malha aérea nordestina e a importância da aviação para a integração econômica e turística da região.

{{#news_items.length}}

{{/news_items.length}}

Ver mais recomendações

Por José Osmando

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade