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Cigarrinha-do-milho: praga compromete até 22,7% da safra e gera prejuízo de 6,5 bilhões por ano

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Uma pesquisa colaborativa entre instituições brasileiras como a Embrapa, a Epagri e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) analisou dados abrangentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), abrangendo séries históricas desde 1976. Os achados revelam que, entre 2020 e 2024, o Brasil enfrentou perdas significativas na produção de milho, com uma média de 22,7% da safra comprometida anualmente, em grande parte devido à infestação pela cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). Esta praga tem se tornado um colossal desafio sanitário no setor agrícola, resultando em prejuízos anuais que giram em torno de 6,5 bilhões de dólares. No total, ao longo das quatro safras analisadas, a quantia de perdas financeiras alcançou a impressionante cifra de 25,8 bilhões de dólares, correspondendo a cerca de 2 bilhões de sacas de milho, cada uma pesando 60 quilos.

A determinação do impacto econômico das doenças associadas à praga foi facilitada pela análise dos dados da Conab, que focou na produtividade, produção de grãos e áreas cultivadas. Os pesquisadores identificaram que os custos relacionados à aplicação de inseticidas aumentaram em 19% durante o período estudado, o que contribuiu para elevar consideravelmente os custos de produção dos agricultores. As recomendações dos especialistas para controlar a praga incluem a sincronização dos plantios, a utilização de variedades de milho que sejam resistentes ou tolerantes aos danos e a promoção de uma vigilância coordenada entre os produtores de áreas vizinhas.

A cigarrinha-do-milho, considerada a principal praga que afeta a cultura do milho, não apenas deteriora a produtividade, mas também representa uma ameaça significativa à segurança alimentar do país. O Brasil, que é o terceiro maior produtor de milho do mundo, enfrenta um aumento crescente nas demandas alimentares. Atualmente, os enfezamentos pálido e vermelho, causados pela cigarrinha, são os principais problemas fitossanitários que impactam negativamente a produção do grão.

Além de estatísticas, a pesquisa integrou dados coletados do projeto Campo Futuro, que envolveu produtores rurais e especialistas em 34 municípios importantes para a produção de milho. Com base nos dados, ficou claro que a cigarrinha-do-milho está no centro das discussões sobre produtividade, afetando a renda dos agricultores e a competitividade do setor. O estudo destaca a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes para mitigar os impactos da praga.

A análise histórica da produção de milho no Brasil revela que a área cultivada cresceu a partir de 2015, alcançando um pico de 22,3 milhões de hectares em 2022/2023. Contudo, a introdução de novas tecnologias agrícolas contrapõe-se à volatilidade da praga, que se intensificou após 2015. Para tratar dessa praga de forma eficaz, o manejo integrado é essencial. Isso inclui medidas como a eliminação de milho tiguera, a sincronização do plantio e o uso de cultivares resistentes, visando manter a produtividade.

A situação atual exige um entendimento mais profundo das perdas econômicas geradas por essa praga, que não apenas afeta a produção agrícola, mas também a economia e a balança comercial do Brasil. As diretrizes de manejo devem evoluir para incluir um conjunto robusto de práticas que garantam não somente a sobrevivência das lavouras, mas também a saúde financeira dos agricultores e a segurança alimentar do país.

Com informações da Embrapa
Fotos: Foto: Charles Oliveira / Embrapa

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