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Brasil participa de encontro internacional para discutir segurança agrícola e proteção vegetal em Roma.

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Entre os dias 9 e 13 de março, uma equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, participou da 20ª Sessão da Comissão de Medidas Fitossanitárias (CPM-20), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. Este evento congregou representantes de diversos países para debater normas internacionais que visam à proteção da saúde das plantas e à segurança do comércio agrícola.

Durante a sessão, o foco esteve na harmonização de medidas fitossanitárias e na proteção vegetal em um contexto global. Os participantes discutiram questões relevantes como a atualização de normas para áreas livres de pragas, em especial relacionadas às moscas-das-frutas, e apresentaram propostas para diretrizes de inspeção fitossanitária em campo. Outro ponto significativo foi a avaliação de novos tratamentos por irradiação, que visam controlar pragas quarentenárias, essenciais para a manutenção da segurança alimentar.

Além disso, foram abordados avanços no sistema eletrônico de certificação fitossanitária, conhecido como ePhyto. Esse sistema tem o potencial de modernizar a gestão de certificações entre os países, facilitando a comunicação e o tráfego de produtos agrícolas. A agenda da CPM-20 também contemplou iniciativas para aprimorar a resposta a surtos de pragas, bem como discutir os riscos provenientes do comércio eletrônico e do transporte internacional de mercadorias. A relação entre as mudanças climáticas e a saúde das plantas também ganhou destaque nas discussões.

Além das plenárias, a delegação brasileira aproveitou a oportunidade para realizar reuniões bilaterais com várias áreas técnicas da FAO. Esses encontros foram fundamentais para tratar de ações internacionais contra a vassoura-de-bruxa da mandioca, discutir iniciativas em relação aos bioinsumos e o reconhecimento dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária do Brasil como centros de referência da FAO. Também foram discutidas as prioridades do Brasil no âmbito da sanidade vegetal.

Carlos Goulart apontou que a participação brasileira é estratégica para o agronegócio nacional. Ele ressaltou que a atuação em fóruns internacionais contribui para a formulação de normas fundamentadas em evidências científicas, que não apenas garantem a proteção das áreas agrícolas, mas também promovem um comércio mais seguro e transparente. Para o Brasil, fortalecer as normas fitossanitárias internacionais é imprescindível para assegurar a qualidade e a segurança dos produtos voltados à exportação, além de resguardar as lavouras contra pragas invasoras.

Com informações e Fotos do Ministério da Agricultura e Pecuária

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