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Concorrência no Delivery: Estratégias do iFood Impedem Novos Entrantes no Mercado Brasileiro

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O mais recente episódio envolvendo a Keeta ilustra o complexo cenário do mercado de delivery no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, onde a empresa adiou sua estreia devido a diversas dificuldades no ambiente competitivo. Embora a assinatura do Termo de Compromisso de Cessação (TCC) entre o CADE e o iFood tenha sido vista como um passo positivo para combater práticas de exclusividade, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) argumenta que o acordo pode não estar sendo cumprido ou, se cumprido, não gera os resultados desejados.

Os desafios enfrentados por novos entrantes, como a Keeta, são evidentes. A empresa relatou que muitos restaurantes ainda se encontram na situação de não poder escolher livremente sua plataforma de delivery, devido a acordos comerciais restritivos. Essa realidade evidencia que a exclusividade no setor é apenas uma parte do problema, já que a estrutura de mercado atual limita a autonomia dos estabelecimentos. Segundo o diretor internacional da Keeta, Tony Qiu, as cláusulas de exclusividade podem comprometer a competição em diversas indústrias, não apenas no delivery, cerceando a liberdade de escolha e as oportunidades de renda tanto para consumidores quanto para parceiros comerciais.

A Keeta defende uma visão de mercado mais aberta, onde restaurantes possam diversificar suas opções de venda, entregadores tenham mais chances de alcançar uma renda digna, e os consumidores se beneficiem de uma oferta mais ampla e serviços de qualidade superior. Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, reforça que a questão da exclusividade é apenas um dos aspectos a serem considerados. A verticalização das plataformas de delivery, que criam pacotes de serviços vinculativos, também contribui para a falta de competitividade, dificultando qualquer movimentação estratégica por parte dos restaurantes.

Além disso, o setor enfrenta barreiras adicionais relacionadas à integração de serviços, incluindo pagamentos e publicidade, que reforçam a dependência em relação às empresas dominantes. Para Solmucci, a solução requer mais do que o TCC; é necessário um ambiente de competição saudável onde novos entrantes possam atuar em condições equitativas. Em resumo, a real esperança para o mercado de delivery no Brasil reside em eliminar as barreiras que dificultam a escolha e a competitividade, permitindo um cenário onde todos os participantes do setor possam prosperar.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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