logo_mco_2023_200X75
logo_mco_120X45

Publicidade

Publicidade

Desafios diários de agentes de trânsito garantem segurança viária em Maceió.

COMPARTILHE

Profissionais promovem segurança viária na capital. Foto: Ascom DMTT

Desafios e Compromissos dos Agentes de Trânsito de Maceió

No Dia Nacional do Agente de Trânsito, celebrado em 11 de maio, as histórias de coragem e dedicação desses profissionais ganham destaque. Na capital alagoana, os 206 agentes do Departamento de Transportes e Trânsito de Maceió (DMTT) enfrentam diariamente situações que testam sua resiliência e compromisso com a segurança viária.

A Rotina de Wagner Amaral

Com 13 anos de experiência no DMTT, o agente Wagner Amaral, de 44 anos, vivenciou momentos que moldaram sua trajetória. Ele ingressou na autarquia através de concurso público, mas não imaginava os desafios que encontraria nas ruas. “Os primeiros anos foram intensos”, comenta.

Entre as situações marcantes, destaca um acidente que resultou na morte de um jovem de 18 anos. A cena da mãe em desespero ao lado do corpo do filho o tocou profundamente. “Esses momentos ficam gravados para sempre”, lembra Amaral.

Além dos atendimentos a sinistros, ele já enfrentou situações perigosas. Em uma abordagem a um motorista distraído, foi ameaçado com uma arma. “A imprevisibilidade faz parte do trabalho. Aprendi a manter a calma”, reflete.

Fora do trabalho, Wagner valoriza a saúde e a família. Praticando atividades físicas e seguindo conselhos da esposa sobre evitar conflitos, ele busca equilibrar a vida profissional e pessoal.

Juliana Lopes e a Luta por Reconhecimento

Juliana Lopes, de 51 anos, ingressou no DMTT em 2013, desafiando um ambiente predominantemente masculino. No início, hesitou em se candidatar, mas, incentivada por uma amiga, decidiu enfrentar seus medos. “Nunca pensei que seria respeitada como agente mulher”, conta.

Os primeiros meses foram desafiadores, com motoristas solicitando colegas homens durante abordagens. No entanto, o apoio dos companheiros de trabalho a fez perceber a importância do seu papel. “Era um período difícil, mas logo entendi que tinha a competência para exercer a função”, destacou.

Juliana também passou por momentos difíceis, como o primeiro atendimento a um acidente fatal, que a abalou emocionalmente. Por outro lado, as ações educativas em escolas fizeram-na sentir a relevância do seu trabalho. “Percebi que a educação é uma parte fundamental da nossa missão”.

Desde o fim de outubro de 2025, Julianna enfrenta um novo desafio: uma artrite reumatoide que alterou sua rotina. Utilizando cadeira de rodas, ela permanece otimista quanto ao retorno. “Ser agente de trânsito foi um grande presente. Quero voltar a contribuir para um trânsito mais seguro”, expressa com emoção.

Uma Mensagem de Resiliência

Neste Dia Nacional do Agente de Trânsito, os relatos de Juliana e Wagner evidenciam o amor pela profissão. Eles enfatizam a importância de atuar com empatia, responsabilidade e união, num trabalho que vai muito além da fiscalização. A missão é garantir que todos possam retornar para casa em segurança.

0

LIKE NA MATÉRIA

Publicidade