O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) está passando por uma significativa revolução em suas operações com a implementação estratégica de Inteligência Artificial (IA). Através da adoção do Microsoft 365 Copilot e da criação de agentes personalizados, a corte não apenas está otimando a rotina de seus magistrados e servidores, mas também proporcionando uma redução substancial no tempo dedicado a tarefas repetitivas. Isso permitiu que as atividades administrativas de alto volume, como a produção de relatórios, fossem realizadas até 70% mais rapidamente, resultando em um aumento de até 30% na produtividade.
Desde a criação do Programa de Transformação Digital (PTD), em junho de 2024, o TJDFT vem buscando soluções inovadoras para lidar com a crescente carga de processos eletrônicos. Com mais de 4 milhões de processos tramitando anualmente, a necessidade de tecnologias que auxiliem na leitura de documentos extensos e na elaboração de minutas tornou-se evidente. A inovação foi adotada com cuidado, garantindo que questões de segurança de dados judiciais sensíveis e conformidade com diretrizes oficiais fossem sempre respeitadas.
A implementação da IA no TJDFT não se limita à tecnologia em si; ela foi fundamentada na participação ativa de magistrados e funcionários. Estes colaboradores participaram de oficinas práticas que lhes permitiram influenciar diretamente o desenvolvimento dos agentes de IA, garantindo que as soluções fossem não apenas úteis, mas também seguras e relevantes para as demandas do dia a dia judicial.
Entre os principais avanços, a Galeria de Agentes de IA Generativa do TJDFT se destaca. Com mais de 30 agentes projetados para atender necessidades específicas, como a geração automática de ementas e a padronização de documentos, esses recursos têm proporcionado ganhos significativos em eficiência e trabalho colaborativo. Além disso, a ferramenta de IA Copilot se tornou uma aliada no cotidiano, permitindo que diversas equipes reduzissem o tempo gasto em tarefas simples, liberando-os para atividades que exigem maior complexidade.
Um exemplo dessa inovação é a aplicação chamada Stela, que utiliza aprendizado de máquina para avaliar a admissibilidade de recursos judiciais, facilitando o trabalho dos magistrados e garantindo decisões mais ágeis e fundamentadas. A trajetória que o TJDFT está trilhando ressalta que a transformação digital no Judiciário é uma questão que vai além da tecnologia: envolve capacitação e mudanças culturais profundas.
A segurança e a governança são pilares irrenunciáveis neste processo. Com um ambiente controlado e supervisionado, o TJDFT tem mostrado que é possível inovar na administração pública sem comprometer a ética e a privacidade dos dados. A experiência do tribunal serve de inspiração para outras instituições que desejam adotar a IA de maneira responsável e integrada.
Com essas iniciativas, o TJDFT não apenas se firmou como um modelo a ser seguido no uso de IA dentro do Judiciário, mas também está contribuindo para construir um futuro mais justo e eficiente para todos os cidadãos.
Com informações e imagens da Microsoft













