A venda de medicamentos genéricos no Brasil atingiu um marco histórico em 2023, com a comercialização de mais de 2 bilhões de unidades desses remédios. Mesmo após 25 anos da promulgação da Lei dos Medicamentos Genéricos, o mercado continua em expansão, registrando um crescimento médio de 5% ao ano nos últimos cinco anos.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), esse aumento nas vendas reflete a importância e a aceitação cada vez maior dos genéricos pela população brasileira. O deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), que foi líder do Governo na época da votação da Lei dos Genéricos, destacou a necessidade de concorrência para os medicamentos de referência, incentivando a produção e oferta de opções mais acessíveis para os consumidores.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ressaltou a importância do investimento na inovação tecnológica do complexo econômico da saúde, visando reduzir a dependência externa e garantir a disponibilidade de medicamentos de qualidade para a população. Para o conselheiro do Conselho Federal de Medicina (CFM) Carlos Magno, a Lei dos Genéricos foi um marco na história da saúde no Brasil, proporcionando a disponibilidade de medicações básicas a preços mais acessíveis.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares, Tiago de Moraes Vicente, destacou que os genéricos mais utilizados pela população são aqueles relacionados a doenças crônicas, como hipertensão e colesterol. Desde a implementação da lei, estima-se uma economia de quase R$ 300 bilhões, tornando os genéricos uma alternativa mais econômica para os consumidores.
O diretor-executivo de Genéricos da EMS, Cauê Nascimento, ressaltou que o preço mais acessível dos genéricos não compromete a qualidade, uma vez que esses medicamentos passam por testes rigorosos para garantir sua eficácia e segurança. Com 100 laboratórios fabricando genéricos no Brasil, o mercado continua em expansão, beneficiando os consumidores com opções mais acessíveis e de qualidade.
Com informações da Camara dos Deputados













