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Rádio é o meio de comunicação em que as pessoas mais confiam | José Osmando

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A credibilidade do jornalismo profissional continua sendo prestigiada pelo público, uma preferência que está muito à frente das redes sociais, a despeito de algumas pessoas pensarem o contrário. O rádio, esse veículo revolucionário que foi inaugurado no Brasil nas comemorações do 7 de Setembro de 1922 – portanto, há mais de um século-, permanece como líder absoluto na confiança dos brasileiros, arrastando 81 pontos numa escala de zero a 100.

A TV aberta é o veículo que equilibra melhor a relação entre acesso e confiabilidade, com 65% de frequência e 69% de confiança.  Os pesquisadores esclarecem que apesar das novas mídias oferecerem alguma concorrência em som e imagem, a TV aberta segue como uma das mídias mais relevantes e confiáveis.

Quem diz isso é um levantamento realizado pela agência de inteligência de dados  Ponto Map e da V-Tracker, concluindo que o topo da credibilidade do público ficou com o meio Rádio, com 81%, embora a frequência de acesso, 47%, não seja correspondente. O que a pesquisa conclui com clareza é que quem ouve rádio e frequenta outros meios- nisso incluídas as redes sociais-, e estabelece comparações,  confia mesmo é nesse veículo secular, que parece aumentar sua importância na medida contrária em que se espalham notícias falsas e mentiras através de meios tecnológicos, nessa onda nociva de fake news.

A pesquisa demonstra que vivemos uma inundação descomunal de informações, vindas de todas as partes, mas especialmente das redes sociais, deixando as pessoas de certo modo sufocadas, emparedadas por tanto conteúdo. Diante dessa saturação de conteúdo, as pessoas retornam aos veículos tradicionais, que têm responsabilidade pelo que publicam e divulgam, zelam pela reputação dos seus profissionais e do público que pretendem atingir, daí, como consequência, obtendo elevados graus de confiança da população. É exatamente isso que acontece com o rádio. 

É compreensível, diante de tantas ofertas e oportunidades colocadas à disposição das pessoas, as mídias em que mais confiam não sejam as mais acessadas, mas a pesquisa aponta que os acessos também têm aumentado, na medida em que o público cada vez mais busca comunicação em que possa confiar.

A TV fechada ficou com a segunda colocação no nível de confiabilidade do público, alcançando 75% de credibilidade e 52% de frequência, a TV aberta obtém 69% e a mídia impressa (jornais) aparecem na sequência, com 68% de confiança dos entrevistados. Na pesquisa, chama a atenção o elevado grau de aprovação dos sites governamentais, que merecem credibilidade por 71% das pessoas ouvidas e os sites de empresas, que ficaram com a aprovação de 70%.

Em sentido oposto, o levantamento da Ponto Map e V-Tracker mostra que redes sociais e os influenciadores digitais , ficam na rabeira da credibilidade popular, embora tenham frequência mais elevada do que o jornalismo profissional. Enquanto 74% se dizem frequentadores das redes sociais, por exemplo, apenas 41% dizem confiar nos seus conteúdos, exatamente a metade dos que dão credibilidade ao meio Rádio, que tem 81% de confiança.

Os influenciadores digitais, que ganham dinheiro mediante o engajamento das pessoas, embora cheguem a 58% da frequência dos que buscam informações, são acreditados por somente 35% dos entrevistados que os frequentam. Os aplicativos de mensagens, tipo WhatsApp e Telegram, que chegam a 73% de frequeência de acesso pelos usuários, só merecem destes 51% de confiança. 

O que mais desperta desconfiança dos entrevistados na pesquisa em relação à confiabilidade das mídias são: falta de fontes citadas ou de referências (44%),títulos sensacionalistas (36%), conteúdo opinativo mascarado de notícia (34%) e percepção de viés político ou ideológico (31%).

Por José Osmando

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