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Mulheres Transformam o Esporte: Rayana e Marília se Destacam nos Jogos Estudantis de Alagoas

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Da arbitragem ao comando técnico: Mulheres ganham destaque no JEAL

As quadras dos Jogos Estudantis de Alagoas (JEAL) se tornaram um espaço vibrante onde milhares de estudantes se reúnem anualmente para praticar esportes. Nesse ambiente, no entanto, um movimento mais profundo está em curso: a crescente participação feminina em funções que, historicamente, foram dominadas por homens, como a arbitragem e as funções técnicas das equipes. Exemplos de destaque nesse contexto são Rayana Priscilla e Marília Jatobá.

Rayana, professora de Educação Física com dez anos de experiência, liderou a equipe masculina de futsal da Escola Estadual José Correia da Silva Titara, situada em Marechal Deodoro. Desde sua formação, ela percebeu a importância do esporte não apenas como um meio de competição, mas também como uma poderosa ferramenta de transformação social. Para Rayana, cada jogo é uma oportunidade de ensinar valores fundamentais como disciplina, responsabilidade e liderança. Ao longo de sua carreira, ela testemunhou milhares de histórias de superação, onde alunos que inicialmente se sentiam inseguros começaram a acreditar em seu potencial, superando desafios que pareciam intransponíveis.

A experiência vivida por Rayana reafirma que competições como o JEAL vão além do mero entretenimento. Elas oferecem aos jovens uma chance de expandir seus horizontes, interagir com realidades diferentes e consolidar valores essenciais, como respeito e trabalho em equipe. Embora a participação feminina no futsal ainda enfrente barreiras, Rayana nota um aumento no interesse de mulheres por posições dentro do esporte, desde jogadoras até treinadoras e gestoras.

Por sua vez, Marília Jatobá, também professora de Educação Física, decidiu trilhar o caminho da arbitragem em 2013. Desde então, enfrentou um ambiente que, muitas vezes, se mostrou adverso, mas manteve-se firme, contando com o apoio de colegas mais experientes. Seu respeito e diálogo com atletas e treinadores têm sido fundamentais para estabelecer um ambiente mais saudável durante as partidas, reduzindo desentendimentos e promovendo um clima de cooperação.

Em 2025, Marília conquistou a oportunidade de participar do Mundial de Futsal Sub-18, tornando-se a primeira árbitra de Alagoas a alcançar tal feito. Sua trajetória é uma inspiração, mostrando que a presença feminina em áreas tradicionalmente masculinas não apenas é possível, mas necessária.

As histórias de Rayana e Marília representam um desenvolvimento significativo no cenário esportivo escolar de Alagoas. Ambas não só desempenham papéis profissionais, mas também contribuem para a formação integral de crianças e adolescentes, provando que o esporte é um espaço inclusivo que abre portas para empoderamento e crescimento pessoal.

Com informações e fotos da Selaj/AL

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