O Importante Papel da Comunicação no Desenvolvimento Infantil
A fonoaudióloga Cecília Marques, do CER III da Uncisal, enfatiza a relevância da comunicação para o crescimento de crianças. Dificuldades de interação social e contato visual podem aparecer logo nos primeiros anos de vida, levantando preocupações familiares sobre o desenvolvimento infantil. Especialistas do Centro Especializado em Reabilitação (CER III) esclarecem quais sinais exigem atenção, quando buscar ajuda profissional e como um acompanhamento adequado pode impactar positivamente a evolução da criança.
Compreendendo o Transtorno do Espectro Autista (TEA)
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) varia em formas e intensidades e requer uma observação cuidadosa do comportamento infantil. A psicóloga Fernanda Barreto aponta que, embora o autismo seja caracterizado por interesses restritos e comportamentos repetitivos, cada criança apresenta manifestações distintas. Ela ressalta a importância de avaliar um conjunto de comportamentos, buscando ajuda profissional se necessário.
Sinais que indicam a necessidade de investigação incluem dificuldades em contato visual, pouco interesse social, atrasos na fala e dificuldades em brincadeiras compartilhadas. Cecília Marques observa que muitos pais percebem esses sinais, mas procrastinam na busca por ajuda, o que pode custar tempo crucial no desenvolvimento.
A Importância da Intervenção Precoce
A intervenção precoce é fundamental no suporte a crianças com TEA, conforme afirma o terapeuta ocupacional Thiago Eudes. Ele destaca que sinais podem ser identificados nos primeiros meses de vida, como a falta de sorriso social e dificuldades de contato visual. Quanto antes esses sinais forem reconhecidos e tratados, maiores as chances de desenvolvimento positivo.
Atendimento Multidisciplinar no CER III
No CER III da Uncisal, um time multidisciplinar oferece um atendimento integrado às necessidades da criança, englobando fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia. Essa abordagem conjunta resulta em estratégias personalizadas que levam em conta as particularidades de cada paciente.
A participação da família é essencial. Fernanda Barreto reitera que o desenvolvimento acontece em todos os contextos em que a criança está inserida. Quando os responsáveis aplicam orientações práticas no dia a dia, os progressos tendem a ser mais significativos. Cecília acrescenta que atividades simples, como incentivar a autonomia e promover interações, são altamente benéficas.
Mitos e Desinformação sobre o Autismo
Os profissionais do CER III alertam sobre informações incorretas sobre o autismo. Um dos mitos comuns é a ideia de que o TEA tem cura; na verdade, trata-se de uma condição de neurodesenvolvimento e o foco das intervenções é melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida.
Outro equívoco é o medo do uso de comunicação alternativa, como figuras ou aplicativos, que pode ser benéfica e, inclusive, estimular o desenvolvimento da fala. Além disso, observa-se que o diagnóstico em meninas frequentemente ocorre mais tardiamente, pois elas podem disfarçar dificuldades sociais.
Ao notar qualquer indício de preocupações no desenvolvimento infantil, a recomendação é buscar a avaliação de profissionais qualificados. A identificação precoce e um acompanhamento adequado podem transformar a trajetória da criança para melhor.
Para mais informações sobre TEA, confira o episódio recente do UnciCast, disponível no canal do YouTube da Uncisal: Link para o UnciCast.
Com informações e fotos da Uncisal



