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Novo Ensino Médio gera debates sobre mudanças na rotina escolar da comunidade

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A reforma do ensino médio aprovada pela Comissão de Educação do Senado representa um marco significativo para a comunidade escolar. Especialistas avaliam que as mudanças propostas terão um impacto não apenas na rotina dos profissionais da educação e dos alunos, mas também nas famílias e nas comunidades envolvidas. A implementação efetiva e a garantia da qualidade e equidade na educação exigirão o empenho e a articulação dos entes federados, da comunidade escolar e das universidades.

O texto aprovado na comissão, um substitutivo do PL 5.230/23, prevê ajustes importantes na carga horária e no currículo do ensino médio. A carga horária total destinada à formação geral básica será ampliada de 1,8 mil horas para 2,4 mil horas, com a carga anual passando de 800 para 1 mil horas distribuídas em 200 dias letivos. Há a possibilidade de ampliação progressiva para 1,4 mil horas, desde que respeitando os prazos e metas estabelecidos no Plano Nacional de Educação.

Uma das mudanças mais significativas é a inclusão da língua espanhola como disciplina obrigatória, juntamente com o inglês. Além disso, os itinerários formativos foram criados para aprofundar áreas de conhecimento ou formação técnica profissional, com uma carga horária mínima de 800 horas nos três anos do ensino médio.

A ampliação das cargas horárias e a inclusão da língua espanhola são pontos positivos da reforma, de acordo com especialistas. No entanto, há preocupações em relação à implementação efetiva, como a divisão clara das cargas horárias e a definição dos conteúdos a serem apresentados. A formação técnico-profissionalizante também levanta questões, como a possibilidade de diminuição da formação básica em detrimento da formação técnica.

Outro ponto polêmico do texto é a possibilidade de aulas serem ministradas por pessoas com notório saber, sem diploma de licenciatura específico. Essa medida levanta preocupações sobre a qualidade do ensino e a formação dos profissionais que estarão à frente das salas de aula.

A implementação da reforma do ensino médio exigirá um esforço conjunto do estado, do governo federal e da comunidade escolar. Preparar infraestruturas, profissionais, materiais e promover o diálogo com os estudantes e suas famílias serão desafios a serem superados. A partir da aprovação do Legislativo, novos desafios surgirão no caminho para melhorar o ensino médio no país.

Com informações da EBC
Fotos:

© Sam Balye/Unsplash

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