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Seduc-AL apresenta livro digital sobre história e cultura dos povos indígenas de Alagoas

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Lançamento de Livro Valoriza Cultura Indígena em Alagoas

Na semana em que celebramos o Dia dos Povos Indígenas, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc-AL) lança o livro “História e Cultura dos Povos Indígenas Em/De Alagoas”. A obra, produzida em formato digital, é fruto de uma colaboração entre a Gerência Especial de Educação Escolar Indígena (GEEEI) e docentes de escolas indígenas em todo o estado. O lançamento ocorrerá no dia 23 de abril, às 15h, com acesso pelo link: https://meet.google.com/uqe-cowu-nwq, e o documento estará disponível posteriormente no site da Seduc.

Gilberto Ferreira, gerente da GEEEI, afirma que o livro representa um esforço histórico e pedagógico que se baseia na perspectiva dos próprios povos indígenas. “Essa obra rompe com a narrativa colonial que, historicamente, silenciou ou tratou de forma simplista os povos originários. Aqui, apresentamos indígenas como protagonistas de suas histórias, reivindicando autodeterminação e seus territórios”, destaca.

Dividido em duas partes, o livro aborda “Fundamentação e contexto histórico” e “Os Povos Indígenas de Alagoas”, trazendo à tona temas como religiosidade, ritos, lazer e tradição. A estrutura do texto percorre desde a ocupação territorial pré-colonial, embasada em dados arqueológicos e históricos, até as atuais lutas por reconhecimento e resistência das diversas etnias.

Segundo Ferreira, a abordagem é essencial para que tanto estudantes indígenas quanto não-indígenas compreendam as complexidades das identidades que compõem Alagoas. “O material também será uma valiosa referência para a implementação da História e Cultura Indígena nas escolas, de acordo com a Lei 11.645/08. Ele oferece subsídios para que educadores planejem aulas que promovam a interculturalidade”, avalia.

O Censo 2022 aponta que aproximadamente 25.725 indígenas residem em Alagoas, distribuídos em diversas etnias e regiões. No Sertão, destacam-se os povos Pankararu, Katokinn, Jirinpankó, Karuazu, Kalankó e Kouipanká. No Agreste, estão os Tinguí-Botó, Xucuru-Kariri e Karapotó, enquanto na região do São Francisco vivem os Aconã e Kariri-Xokó. Em Joaquim Gomes, reside o povo Wassu-Cocal.

Em termos educativos, mais de 4.100 indígenas estão matriculados em 20 escolas estaduais, onde cerca de 90% dos professores são indígenas. O governo atual já entregou sete novas unidades escolares indígenas e outras seis estão em desenvolvimento, fortalecendo o compromisso com a educação inclusiva e de qualidade para estas comunidades.

Com informações e imagens do Governo de Alagoas.

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