Nesta terça-feira, foi assinado um conjunto de acordos de cooperação técnica visando a liberação de trechos ferroviários inativos nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Essa iniciativa é um passo importante para o aproveitamento da infraestrutura ferroviária ociosa, trazendo benefícios diretos para a população dos estados do Paraná e do Espírito Santo.
A proposta visa destinar áreas previamente não viáveis para operações ferroviárias de carga, permitindo que estados e municípios explorem esses espaços para desenvolver projetos que atendam às necessidades locais. O objetivo é transformar ativos inexplorados em oportunidades que, de fato, beneficiem a sociedade.
A estratégia já foi testada com sucesso em outras regiões, como Araraquara, em São Paulo, e agora será ampliada para diferentes localidades. Entre os projetos em desenvolvimento estão iniciativas em Aracaju, Sergipe, e Campina Grande, na Paraíba. A meta é deixar um legado de empreendimentos estruturados que possam ser apresentados ao mercado, contribuindo para o fortalecimento da mobilidade e da infraestrutura de transporte no país.
No caso do Espírito Santo, aproximadamente 260 quilômetros da Ferrovia Centro-Atlântica poderão ser reutilizados para fins de interesse público, tais como turismo, lazer e mobilidade urbana. Essa mudança irá beneficiar aproximadamente 11 municípios do estado, como Vila Velha, Cariacica e Cachoeiro de Itapemirim. O governo local enfatiza que essa é uma chance para catalisar o desenvolvimento, melhorando a qualidade de vida da população ao integrar os municípios e fortalecer áreas econômicas.
Já na região Sul do Brasil, a liberação permitirá o aproveitamento de trechos ferroviários entre 50 e 80 quilômetros, atualmente sob a concessão da empresa Rumo. Isso irá favorecer cidades como Piraí do Sul e Ponta Grossa, onde já existem planos para transformar as áreas cedidas em novos espaços culturais e urbanos.
Com a assinatura dos acordos, serão realizados estudos para determinar as diretrizes para o repasse das áreas ferroviárias. Nos últimos anos, um diagnóstico das malhas ferroviárias identificou ativos que são pouco relevantes para as operações federais, mas que têm grande potencial para utilização pelas prefeituras e estados. Essa reorganização promete revigorar a infraestrutura e criar novas oportunidades para as comunidades locais.
Com informações e Fotos do Ministério dos Transportes












