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Fim da Patente da Semaglutida Promete Revolucionar Consumo em Bares e Restaurantes

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No próximo dia 20 de março, encerra-se a patente da semaglutida, uma substância ativa amplamente utilizada em medicamentos para emagrecimento, como as popularizadas canetas injetáveis. Este desfecho permitirá que diversas empresas farmacêuticas comecem a desenvolver suas versões genéricas do composto, o que deverá facilitar o acesso a esses medicamentos para um público mais amplo, incluindo camadas populares da sociedade. Essa nova realidade promete gerar um impacto significativo nos hábitos alimentares dos consumidores e, consequentemente, nos negócios de bares e restaurantes.

Embora a patentabilidade esteja prestes a expirar, é importante frisar que a chegada desses novos medicamentos ao mercado não será imediata. A aprovação e o registro junto à Anvisa ainda são necessários, o que pode atrasar a disponibilização, mesmo que a competição aumente e os preços comecem a cair lentamente. Dessa forma, a expectativa é que mais pessoas aderem ao uso destes medicamentos, alterando seus comportamentos em relação à alimentação. Espera-se que muitos consumidores optem por porções menores e pratos mais leves, além de intensificar o compartilhamento de refeições e até mesmo moderar o consumo de bebidas alcoólicas.

De acordo com a Abrasel, os primeiros sinais dessas transformações começaram a ser observados em 2024, especialmente entre os consumidores de maior poder aquisitivo. À medida que medicamentos como o Ozempic e o Wegovy se tornam mais acessíveis, as mudanças nos padrões de consumo devem se intensificar, demandando uma resposta estratégica e ágil dos estabelecimentos.

Para se adaptarem a esse novo cenário, muitos bares e restaurantes estão revisando suas ofertas. Isso inclui a expansão do cardápio para oferecer opções que atendam a esse novo perfil de consumidor, como porções menores e experiências de refeição mais flexíveis. Apesar desses ajustes, muitos estabelecimentos relatam que não estão vendo uma diminuição significativa no tíquete médio. O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, ressalta que a chave para o sucesso nesse contexto não é apenas resistir às mudanças provocadas pelos novos medicamentos, mas adaptar-se a uma clientela ainda ávida por experiências gastronômicas, mesmo que suas escolhas tenham se alterado.

Assim, o mercado de alimentação fora do lar enfrenta o desafio de se ajustar a um consumidor que continua a sair, mas com novas preferências e comportamentos de consumo.

Com informações e fotos da Abrasel/BR

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