A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), enfatizou a importância de o Judiciário priorizar a credibilidade em vez da busca por popularidade. Durante um evento em São Paulo, que reuniu importantes figuras do cenário jurídico e acadêmico, a ministra abordou os desafios que a Justiça enfrenta na atualidade, destacando que a percepção da sociedade sobre o Poder Judiciário deve ser fundamentada na confiança e na imparcialidade.
Cármen Lúcia afirmou que a credibilidade é um pilar essencial para o funcionamento da Justiça, envolvendo não apenas a retidão dos atos judiciais, mas também a compreensão pela sociedade de que as decisões são tomadas com base em princípios éticos e constitucionais. Segundo a ministra, é vital que as instâncias judiciais permaneçam firmes em sua missão, mesmo diante de pressões externas e demandas por decisões que possam ser mais populares.
Ela fez um alerta sobre a necessidade de resistência às tentações de se alinhar a correntes de opinião que possam comprometer a integridade do Judiciário. Para a ministra, a atuação da Justiça deve ser guiada por leis e normas, e não por consensos momentâneos ou por busca de aprovação popular. Essa postura, ressaltou, é fundamental para garantir o estado de direito e efetivar os direitos dos cidadãos.
Além disso, Cármen Lúcia destacou que o êxito do Judiciário deve ser medido pela sua capacidade de resolver questões de forma justa e eficiente, e não pela visibilidade nas redes sociais ou pelo eco das decisões na mídia. Ela ressaltou que um Judiciário forte é aquele que, mesmo sem buscar holofotes, é capaz de atuar com firmeza e imparcialidade.
Durante o evento, houve também uma troca de ideias sobre a importância da educação jurídica e do fortalecimento das instituições, como forma de contribuir para uma sociedade mais justa e equitativa. A ministra concluiu fazendo um apelo pela valorização do trabalho dos operadores do direito, instando a todos a manterem a ética e a verdade em suas práticas diárias. Para Cármen Lúcia, o compromisso com a Justiça deve sempre estar acima de qualquer interesse pessoal ou de aprovação popular.
Com informações da EBC
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